
segunda-feira, janeiro 14, 2008
quarta-feira, janeiro 02, 2008
RECOMEÇAR
São como as asas dum pássaro,Os sonhos que ela sonhou.
Voam alto sem ter medo
São sonhos de quem amou.
No seu leito 'inda desfeito
A marca leve dum corpo
Esconde um choro imperfeito
Dum tempo que já está morto.
Ficou pra trás, esquecido,
Nunca mais vai querer lembrar
Esse tempo sem sentido
Que a mágoa lhe fez passar.
Jura cumprir a promessa
Feita hoje, ao acordar,
Não mais chorar suas perdas,
E a vida recomeçar!
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Maré Viva
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quarta-feira, janeiro 02, 2008
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sexta-feira, dezembro 28, 2007
ANO NOVO
Eis que se aproxima a hora em que de novo uma porta se abrirá para que entremos, cheios de sonhos, num Novo Ano, que à partida pressupomos cheio de coisas novas, fascinantes!Entremos, então, com um sorriso aberto, um brilho no olhar e uma rosa vermelha entre os dentes, vermelha como a paixão com que sonhamos realizar cada novo projecto, viver cada novo dia, amar cada novo amor, usufruir cada novo instante...entremos com o coração cheio de esperança, com a vontade firme de sermos felizes, de limpar as lágrimas, de esquecer o menos bom, de viver o presente em plenitude, porque o passado ficou para trás e o futuro será só amanhã!
A todos vós, a quem tenho como amigos, a todos os companheiros da blogosfera, eu ergo a minha taça e brindo à saúde, à paz, ao amor, ao pão, à amizade, ao trabalho, ao entendimento entre os homens,
à V I D A !
Bom Ano de 2008.
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Maré Viva
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sexta-feira, dezembro 28, 2007
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domingo, dezembro 16, 2007
SEMPRE NATAL

É Natal em todo o mundo, o mundo em que as pessoas acreditam que se pode amar sempre um pouquinho mais, porque nesta época os corações se enchem de Amor, transbordam de emoção e têm absoluta necessidade de dividir esse amor em pedacinhos e partilhá-lho com os que estão perto e com os que estão longe, com os amigos e porque não com os que o não são, porque o perdão também faz parte desta quadra festiva.
Este meu coração está feliz e deseja a todos vós que tanto estimo:
UM SANTO E FELIZ NATAL
Deixo-vos como presente, um belo poema de David Mourão Ferreira,
NATAL E NÃO DEZEMBRO
Entremos, apressados, friorentos,
Numa gruta, no bojo de um navio,
Num presépio, num prédio, num presídio,
No prédio que amanhã for demolido...
Entremos, inseguros, mas entremos.
Entremos, e depressa, em qualquer sítio,
Porque esta noite chama-se Dezembro,
Porque sofremos, porque temos frio.
Entremos, dois a dois: somos duzentos,
Duzentos mil, doze milhões de nada.
Procuremos o rasto de uma casa,
A cave, a gruta, o sulco de uma nave...
Entremos, despojados, mas entremos.
Das mãos dadas talvez o fogo nasça,
Talvez seja Natal e não Dezembro,
Talvez universal a consoada.
Este meu coração está feliz e deseja a todos vós que tanto estimo:
UM SANTO E FELIZ NATAL
Deixo-vos como presente, um belo poema de David Mourão Ferreira,
NATAL E NÃO DEZEMBRO
Entremos, apressados, friorentos,
Numa gruta, no bojo de um navio,
Num presépio, num prédio, num presídio,
No prédio que amanhã for demolido...
Entremos, inseguros, mas entremos.
Entremos, e depressa, em qualquer sítio,
Porque esta noite chama-se Dezembro,
Porque sofremos, porque temos frio.
Entremos, dois a dois: somos duzentos,
Duzentos mil, doze milhões de nada.
Procuremos o rasto de uma casa,
A cave, a gruta, o sulco de uma nave...
Entremos, despojados, mas entremos.
Das mãos dadas talvez o fogo nasça,
Talvez seja Natal e não Dezembro,
Talvez universal a consoada.
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domingo, dezembro 16, 2007
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sábado, dezembro 08, 2007
NOVO DESAFIO

Pedindo desculpa à Isabel Filipe por só agora responder ao desafio que ela me fez, (nem sempre conseguimos gerir o tempo à medida dos nossos desejos...), aqui estou disposta a levantar um pouco mais o véu. Desde já peço desculpa se me repetir.
Consiste em listar 10 factos de que não tenhamos falado neste blog.
1) Quando me sinto triste ou meio deprimida, faz-me um bem enorme fazer umas comprinhas...
2) Detesto fazer a mala quando vou de férias, acabo sempre por levar coisas a mais.
3) Em contrapartida, adoro regressar a casa (é tão reconfortante) e desfazer a referida mala...
4) Aprecio uma boa leitura assim como boa música, nunca me sinto só na companhia delas.
5) Aprecio também uma companhia agradável para um jantar a dois ou até para uma uma
simples conversa...
6) Sou pontual e aborrecem-me as pessoas que o não são, pois considero isso uma falta de
de respeito.
7) Adoro animais, quer sejam domésticos ou selvagens, mas coloco o cão em primeio lugar,
como animal de companhia.
8) Gosto de conviver e muito mais de dançar,(este último gosto já todos conhecem, mas tinha
que dizer...)
9) Odeio pessoas cujo único tema de conversa é a fofoca.
10) E como já se sente o espírito de Natal, devo dizer que é uma época que adoro, pois aproxima
as pessoas e especialmente as famílias e nos deixa a todos de bem com a vida!
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Maré Viva
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sábado, dezembro 08, 2007
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segunda-feira, novembro 26, 2007
DA MINHA JANELA

Da minha janela, eu vejo...
Vejo o mar,
Sempre belo e poderoso
Quer seja azul, preguiçoso,
Ou cinzento e alteroso...
Vejo a praia, que ele beija
e onde espalha a branca espuma
Que a areia tanto deseja,
Ciosa como nenhuma...
Vejo os barcos ancorados,
De proa brilhando ao sol.
Guardam no bojo, assombrados,
Histórias que o mar lhes contou,
E que acrescentam ao rol...
Vejo a calçada, tão bela,
Com palmeiras enfeitada,
Alisando as pedras, contente,
Pr'acolher toda essa gente
Que nela caminha, apressada,
Ou que nela pisa, somente...
E vi também,
Deslumbrada,
Uma lua desenhada
Na noite que escurecia.
De laranja estava pintada
E subia, preguiçosa,
Cheia de graça, encantada,
Até ficar prateada,
Imensa, desavergonhada,
Que nada deixa esconder...
Da minha janela, eu vejo...
Vejo o belo acontecer...
Foto de Luis Carreira, (tirada da net)
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segunda-feira, novembro 26, 2007
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sábado, novembro 24, 2007
DIZ QUE ATÉ NÃO É UM MAU BLOG
Com tantos amigos e amigas não podia deixar de aceitar com muito prazer a distinção que me foi atribuida com este prémio. O meu obrigado ao C. Valente, espero que seja um incentivo para continuar...Eis os parâmetros inerentes á condição:
1. Este prémio deve ser atribuído aos blogs que consideras serem bons, entende-se como bom os blogs que costumas visitar regularmente e onde deixas comentários.
2. Só e somente se recebeste o prémio “Diz que até não é um mau blog”, deves escrever um post:
- Indicando a pessoa que te deu o prémio com um link para o respectivo blog;
- A tag do prémio;
- As regras;
- E a indicação de outros 7 blogs para receberem o prémio.
3. Deves exibir orgulhosamente a tag do prémio no teu blog, de preferência com um link para o post em que falas dele.
E os meus nomeados são:
kalinka
vieira calado
mixtu
cusco
a.j.faria
vénus
o profeta
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sábado, novembro 24, 2007
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sábado, novembro 17, 2007
RENASCER

De Florbela Espanca
"Charneca em flor!"
Enche o meu peito, num encanto mago,
O frémito das coisas dolorosas...
Sob as urzes queimadas nascem rosas...
Nos meus olhos as lágrimas apago...
Anseio! Asas abertas! O que trago
Em mim? Eu oiço bocas silenciosas
Murmurar-me as palavras misteriosas
Que perturbam meu ser como um afago!
E, nesta febre ansiosa que me invade,
Dispo a minha mortalha, o meu bruel,
E já não sou, Amor, Soror Saudade...
Olhos a arder em êxtases de amor,
Boca a saber a sol, a fruto, a mel:
Sou a charneca rude a abrir em flor!
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sábado, novembro 17, 2007
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terça-feira, novembro 13, 2007
UM LIVRO, UMA PÁGINA, UMA FRASE

"Tinha a certeza de que não iria precisar dele até ao fim dos seus dias."
"GABRIEL GARCIA MÁRQUEZ"
(O AMOR NOS TEMPOS DE CÓLERA)
Esta foi a minha resposta ao gentil convite de Vénus de "Storm of Emotions".
Lanço agora o desafio aos amigos(as):
Isabel Filipe de "Art & Design de Isabel F."
Vieira Clado de "poesia de vieira calado"
A.J. Faria de "palavra entre palavras"
C.Valente de "c.valente"
Mixtu de "mixtu"
As dicas estão aqui:
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terça-feira, novembro 13, 2007
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quarta-feira, novembro 07, 2007
terça-feira, outubro 30, 2007
EVASÃO

Batendo as asas que não tenho
Fujo deste nada onde me agarras
E parto para lá do infinito,
Onde se partem todas as amarras
E os sonhos jamais são interrompidos.
Inventarei cada dia um novo verso,
Feito de palavras sem sentido
Que mostrem o verso e o reverso
Dum amor que pra sempre está perdido.
E à noite,
Quando a luz branca do luar
As minhas sombras vier iluminar,
Eu gritarei baixinho
Pra ninguém escutar
Que morro de saudade de te amar.
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terça-feira, outubro 30, 2007
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terça-feira, outubro 23, 2007
OUTONO

É Outono,
Na hora do entardecer.O céu, feito de nuvens coloridas,
Tinge de púrpura as horas esquecidas
Que antecedem o anoitecer.
Caminho,
Pisando as folhas amarelas,
Castanhas e vermelhas
Que atapetam as veredas
E sonho transformar-me numa delas.
Pouco a pouco,
Sou levada pela brisa,
Solta...
Leve, tão leve
Que perco a substância
E deixo até de ser,
Ficando a existir só a paisagem,
Pintura, visão, miragem,
Pintada a pinceladas de prazer...
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terça-feira, outubro 23, 2007
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segunda-feira, outubro 15, 2007
ESTRELAS NO OLHAR

Ela caminha apressada
Pela calçada nua e molhada.
No olhar,
Uma estrela desenhada,
Que um dia tomou como sua
E jurou vir a alcançar.
Absorta,
Segue em frente,
Sem nunca desanimar.
Lá no alto,
A sua estrela
Na noite escura,
A brilhar.
Na calçada, de tão gasta,
Ela chega a tropeçar,
Mas não desiste.
Está segura
Daquela estrela alcançar.
Quando um dia , finalmente
A sua mão lhe tocar,
Toda ela será luz!
Nunca mais a noite escura,
Haverá sempre luar.
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segunda-feira, outubro 15, 2007
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quarta-feira, outubro 10, 2007
domingo, setembro 30, 2007
TODA A NOITE

Toda a noite ouvi a tua voz.
Cada vez mais perto dos ouvidos,
feita de recusas e promessas,
enigmas por dentro dos sentidos
como se fossem versos às avessas.
Toda a noite ouvi a tua voz.
Cada vez mais quente de loucura,
suspirando um desejo insatisfeito,
Inventando palavras na procura
de escrever um verso mais perfeito.
Toda a noite ouvi a tua voz.
Mas vesti-a de amor e fantasia,
dei-lhe cor, luz e movimento.
E quando de manhã nasceu o dia,
era um poema a ondular ao vento.
De Albino Santos
"A VOZ E O VERSO"
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domingo, setembro 30, 2007
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segunda-feira, setembro 17, 2007
PRIMEIRO AMOR

Percorrendo os caminhos da memória
Eu mergulho num mundo de emoções...
Revivo, passo a passo, aquela história
Que fez bater os nossos corações.
.
Não me esqueci nunca do teu rosto,
Nem do brilho que havia em teu olhar!
Do teu beijo, eu sinto ainda o gosto,
Sabia a frutos frescos e a mar...
.
Foi um tempo de amor e exaltação,
Em que o infinito era a nossa meta!
Quando partiste, eu fiquei sem chão
E com a vida p'ra sempre incompleta.
.
Os amores que de então p'ra cá vivi
Foram sempre um pálido reflexo
Desse outro, que contigo descobri
E permanece em mim, num doce amplexo...
Baby
17/09/2007
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segunda-feira, setembro 17, 2007
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domingo, setembro 09, 2007
CANETA DE OURO (1 NOMEAÇÃO)

Esta nomeação foi uma gentileza de Vieira Calado
pelo meu poema "Palavras ao Vento"
Obrigada!
.
Indico os seguintes poemas e poetas:
1. Poema "O Brilho do teu Olhar" de Cacharel
2. Poema " Curva Esculpida" de Vênus
3. Poema "Fingidor" de Vieira Calado
4. Poema "Grito" de C. Valente
5. Poema " Lua Minguante " de Isabella Benicio
.
O prémio foi idealizado por
ANDRÉ L. SOAREShttp://poemasdeandreluis.blogspot.com/
e RITA COSTA http://ritacosta-almadepoesia.blogspot.com/
Para conhecer as regras desse evento clique em: http://poemasdeandreluis.blogspot.com/2007/08/prmio-caneta-de-ouro.html#links
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domingo, setembro 09, 2007
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segunda-feira, setembro 03, 2007
PALAVRAS AO VENTO

Chegam de novo as palavras...
Esses pedaços de nós
Que oferecemos um ao outro
Sem precisarmos de voz.
São como seiva da gente,
Espessa e doce como mel.
Nunca mais volte o silêncio
Feito do amargo de fel.
Quero-as feitas de ternura,
Desenhadas com paixão
Que me levem à loucura,
Nos braços da emoção.
Depois lanço-as ao vento
Na hora da madrugada,
Partirão como um lamento,
Rubras, como a alvorada...
2007/09/03
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segunda-feira, setembro 03, 2007
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quinta-feira, agosto 23, 2007
ESPERA

Vou esperar
De pé,Não sentada,
Como quem espera
Desesperançada.
Vou esperar
Cheia de fé
E acreditar
Que no fim da minha estrada,
Há um lugar feito de paz
Onde vou erguer a minha casa.
Bem no cimo duma escarpa,
Onde possa olhar o mar.
Terá inúmeras janelas
E estarei em todas elas,
Quando à tarde te esperar.
As telhas, de vidro polido,
Deixarão passar o sol
Num jorro de luz incontido.
Nada ficará encoberto,
Nada ficará escondido.
O riso, sempre por perto.
O Amor, nunca esquecido.
E à noite, fora de portas,
Ouvindo o canto do mar,
Só nós dois, a horas mortas,
Banhados pelo luar.
E estarei em todas elas,
Quando à tarde te esperar.
As telhas, de vidro polido,
Deixarão passar o sol
Num jorro de luz incontido.
Nada ficará encoberto,
Nada ficará escondido.
O riso, sempre por perto.
O Amor, nunca esquecido.
E à noite, fora de portas,
Ouvindo o canto do mar,
Só nós dois, a horas mortas,
Banhados pelo luar.
Eu preciso te encontrar...
Baby, 23/08/2007
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Maré Viva
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quinta-feira, agosto 23, 2007
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domingo, agosto 12, 2007
SÚPLICA

Hoje Miguel Torga faria 100 anos.
Quero recordá-lo e homenageá-lo, suplicando com a poesia que ele nos deixou.
Agora que o silêncio é um mar sem ondas
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.
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Maré Viva
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domingo, agosto 12, 2007
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