
terça-feira, março 24, 2009
DESEJO

Queria tanto que a paz
fosse a cama em que me deito
que o amor que tu me dás
coubesse inteiro em meu peito.
.
Com esta quadra sentida, eu me despeço de todos os amigos, por um tempo. Será só uma pausa, como outras que já fiz, preciso parar, deitar fora o stress, mas vou voltar, tenho a certeza.
É natural que vos visite, me delicie com as vossas postagens e deixe o meu comentário, mas não vou assumir compromisso de fazer novos posts, até que a paz seja pelo menos a almofada em que a minha cabeça se deite...
Um abraço imenso, onde caibam todos.
Fotografia de João Bordalo Malta
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terça-feira, março 24, 2009
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amor inteiro,
paz
domingo, março 15, 2009

Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar.
Clarice Lispector
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SELO
Em relação ao lindo selo oferecido pela Rebeca e Jota Cê, exibido na coluna da direita, deixo as regras do mesmo:
1) Exiba a imagem do selo que acabou de ganhar.
2) Faça o link do blog que o indicou.
3)Indique até 10 blogs da sua preferência.
.
Aqui ficam os meus:
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Maré Viva
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domingo, março 15, 2009
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sábado, março 07, 2009
SONHOS

SONHOS
É tempo de soltar os sonhos
Guardados com afeição
Nos escaninhos da alma
E naquele abrigo escondido
Escavado bem no fundo
Deste louco coração.
Haverá risos e lágrimas,
Momentos de adoração.
Um rio profundo, incontido,
A ponte construída à mão
Com pedras verdes de esperança
E sonhos em profusão.
Haverá rumor de beijos
Gestos feitos de paixão
Mãos escorrendo desejos
Ao buscar na escuridão
Teu corpo feito de lume,
Tua boca em ebulição.
Quando se soltar por fim
Aquele que ambos sonhámos
E onde morava a ternura,
As noites serão de prata
E os dias serão azuis,
Claros, de uma beleza pura.
Por cada sonho desfeito,
Outros asas ganharão
Serão levados pelo vento,
Mas um dia voltarão.
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Maré Viva
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sábado, março 07, 2009
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quinta-feira, fevereiro 26, 2009
PERFUME

Esta manhã encontrei o teu nome nos meus sonhos
e o teu perfume a transpirar na minha pele. E o corpo
doeu-me onde antes os teus dedos foram aves
de verão e a tua boca deixou um rasto de canções.
No abrigo da noite, soubeste ser o vento na minha
camisola; e eu despi-a para ti, a dar-te um coração
que era o resto da vida - como um peixe respira
na rede mais exausta. Nem mesmo à despedida
foram os gestos contundentes: tudo o que vem de ti
é um poema. Contudo, ao acordar, a solidão sulcara
um vale nos cobertores e o meu corpo era de novo
um trilho abandonado na paisagem. Sentei-me na cama
.
e repeti devagar o teu nome, o nome dos meus sonhos,
mas as sílabas caíam no fim das palavras, a dor esgota
as forças, são frios os batentes nas portas da manhã.
Poema de Maria do Rosário Pedreira
Foto tirada da net
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quinta-feira, fevereiro 26, 2009
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quarta-feira, fevereiro 18, 2009
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.
Fases que vão e vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...
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quarta-feira, fevereiro 18, 2009
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quarta-feira, fevereiro 11, 2009
QUASE NADA

O que ficou para trás
foram meus passos perdidos,
mais nada,
de quando caminhei descalça
na areia pelo mar lavada
E pelo vento batida.
Não há rastos de pegadas
Nem memória de ais sofridos,
Só um silêncio encomendado
Feito de bocas cerradas
Por palavras nunca ditas.
O que ficou para trás?
Pedaços de vida e de mim,
Quase nada…
foram meus passos perdidos,
mais nada,
de quando caminhei descalça
na areia pelo mar lavada
E pelo vento batida.
Não há rastos de pegadas
Nem memória de ais sofridos,
Só um silêncio encomendado
Feito de bocas cerradas
Por palavras nunca ditas.
O que ficou para trás?
Pedaços de vida e de mim,
Quase nada…
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quarta-feira, fevereiro 11, 2009
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quarta-feira, fevereiro 04, 2009
UM MERGULHO NO SILÊNCIO
O SILÊNCIOPego num pedaço de silêncio. Parto-o ao meio,
e vejo saírem de dentro dele as palavras que
ficaram por dizer. Umas, meto-as num frasco
com o álcool da memória, para que se
transformem num licor de remorso; outras,
guardo-as na cabeça para as dizer, um dia,
a quem me perguntar o que significam.
Mas o silêncio de onde as palavras saíram
volta a espalhar-se sobre elas. Bebo o licor
do remorso; e tiro da cabeça as outras palavras
que lá ficaram, até o ruído desaparecer, e só
o silêncio ficar, inteiro, sem nada por dentro.
De Nuno Júdice
em A Matéria do Poema
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quarta-feira, fevereiro 04, 2009
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quinta-feira, janeiro 29, 2009
INQUIETAÇÃO

De Clarice Lispector
Não entendo
Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender.
Entender é sempre limitado.
Mas não entender pode não ter fronteiras.
Sinto que sou muito mais completa quando não entendo.
Não entender, do modo como falo, é um dom.
Não entender, mas não como um simples de espírito.
O bom é ser inteligente e não entender.
É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida.
É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice.
Só que de vez em quando vem a inquietação:
quero entender um pouco.
Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.
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quinta-feira, janeiro 29, 2009
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quinta-feira, janeiro 22, 2009
UMA ILHA
Ilha Deitada és uma ilha E raramente
surgem ilhas no mar tão alongadas
com tão prometedoras enseadas
um só bosque no meio florescente
promontórios a pique e de repente
na luz de duas gémeas madrugadas
o fulgor das colinas acordadas
o pasmo da planície adolescente
Deitada és uma ilha Que percorro
descobrindo-lhe as zonas mais sombrias
Mas nem sabes se grito por socorro
ou se te mostro só que me inebrias
Amiga amor amante amada eu morro
da vida que me dás todos os dias
David Mourão-Ferreira
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quinta-feira, janeiro 22, 2009
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terça-feira, janeiro 13, 2009
MEMÓRIA
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quarta-feira, janeiro 07, 2009
RUNAWAY
Nada sobressai tanto, nem permanece tão firmemente fixo na memória, como algo em que tenhamos falhado.Cícero
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quarta-feira, janeiro 07, 2009
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sexta-feira, dezembro 26, 2008
ANO NOVO, VIDA NOVA

E com esta taça de champanhe brindo ao Ano Novo que se aproxima, deixando a outra para quem quiser brindar comigo.
Brindo também a todos vós que me acompanharam durante o tempo que por aqui andei, me acarinharam e me fizeram feliz.
Foi um tempo bom, de muitas realizações, de muitas alegrias, um tempo que guardarei para sempre na memória, ou simbolicamente falando, no coração.
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sexta-feira, dezembro 26, 2008
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terça-feira, dezembro 16, 2008
TEMPO de NATAL

FALAVAM-ME DE AMOR
Quando um ramo de doze badaladas
se espalhava nos móveis e tu vinhas
solstício de mel pelas escadas
de um sentimento com nozes e com pinhas,
menino eras de lenha e crepitavas
porque do fogo o nome antigo tinhas
e em sua eternidade colocavas
o que a infância pedia às andorinhas.
Depois nas folhas secas te envolvias
de trezentos e muitos lerdos dias
e eras um sol na sombra flagelado.
O fel que por nós bebes te liberta
e no manso natal que te conserta
só tu ficaste a ti acostumado.
Natália Correia
O Dilúvio e a Pomba
Lisboa, Publicações D. Quixote, 1979
Quando um ramo de doze badaladas
se espalhava nos móveis e tu vinhas
solstício de mel pelas escadas
de um sentimento com nozes e com pinhas,
menino eras de lenha e crepitavas
porque do fogo o nome antigo tinhas
e em sua eternidade colocavas
o que a infância pedia às andorinhas.
Depois nas folhas secas te envolvias
de trezentos e muitos lerdos dias
e eras um sol na sombra flagelado.
O fel que por nós bebes te liberta
e no manso natal que te conserta
só tu ficaste a ti acostumado.
Natália Correia
O Dilúvio e a Pomba
Lisboa, Publicações D. Quixote, 1979
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terça-feira, dezembro 16, 2008
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quinta-feira, dezembro 04, 2008
RECADO DE AMOR

Respiro o teu corpo:
sabe a lua-de-água
ao amanhecer,
sabe a cal molhada,
sabe a luz mordida,
sabe a brisa nua,
ao sangue dos rios,
sabe a rosa louca,
ao cair da noite
sabe a pedra amarga,
sabe à minha boca.
De Eugénio de Andrade, "Lettera amorosa"
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quinta-feira, dezembro 04, 2008
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terça-feira, novembro 25, 2008
COMO UM RIO

Sou como um rio...
E tu a água que desliza no meu leito,
Esse leito que se afunda sempre mais
Com o peso do amor que há em teu peito.
Os dois somos um rio...
Mas não sabemos já
Quem é água e quem é leito,
Porque o rio que nós dois somos,
De rio não tem mais jeito,
Ficou tão grande e tão profundo
Que mais parece o mar...
E o mar é como o mundo,
Não há margens que o consigam segurar.
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terça-feira, novembro 25, 2008
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segunda-feira, novembro 17, 2008
UM OLHAR PELAS ILHAS DAS CARAÍBAS
Era aqui que eu queria estar, sobre um palco colorido, rodopiando ao som de uma valsa de Strauss! Sem stress, sem mil e um compromissos que me afastaram de todos vós durante longos dias.
Sei, no entanto, que me vão desculpar porque todos sabemos que nem sempre conseguimos que tudo corra à medida dos nossos desejos.
Com relativo atraso... aqui vos deixo algumas fotografias da minha viagem, cuja lembrança guardarei, não só pela beleza dos locais visitados e da excelência do navio, Adventure of the Seas, mas também e especialmente pelos companheiros de viagem que foram duma simpatia e camaradagem ímpares.
Só por isso, valeu a pena.
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segunda-feira, novembro 17, 2008
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segunda-feira, novembro 03, 2008
DE REGRESSO... DO MAR, DAS ILHAS, DO PARAÍSO
De regresso já há 5 dias...só hoje dou notícias! Os afazeres têm sido muitos para pôr tudo em ordem depois destas férias inesquecíveis, de vez em quando tenho que parar para descansar, como faz o gato Garfield...
Começo por vos oferecer este recanto de praia, na costa Norte de Puerto Rico, de águas tão cálidas que nos convidam a ficar para sempre.
Foi lá que estive no meu último passeio pela Ilha.
Aos poucos dar-vos-ei conta de muitos outros e de como me encantei com esta viagem.
Quero agradecer a todos a vossa presença neste espaço durante a minha ausência e os votos aqui deixados.
Fiquei sensibilizada com as vossas palavras e o carinho nelas contido.
É muito bom ter AMIGOS!
Regresso à casa que é minha,
À janela onde vos vejo,
À terra que me acarinha
Ao mar aonde eu velejo...
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segunda-feira, novembro 03, 2008
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mar. praias azul turqueza,
muito mar
domingo, outubro 12, 2008
FÉRIAS
É lá que vou passar os próximos 17 dias!
Depois vos conto...
.
Entretanto deliciem-se com a música caribenha
No fim da página há mais uma melodia do caribenho
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domingo, outubro 12, 2008
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segunda-feira, outubro 06, 2008
SELO PRÉMIO DARDOS
Informações sobre o Prémio Dardos
“Com o Prêmio Dardos se reconhecem os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.Quem recebe o “Prêmio Dardos” e o aceita deve seguir algumas regras:
1. - Exibir a distinta imagem;
2. - Linkar o blog pelo qual recebeu o prêmio;
3. - Escolher quinze (15) outros blogs a que entregar o Prêmio Dardos.”
Repasso por mérito e por amizade para:
.
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segunda-feira, outubro 06, 2008
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quinta-feira, setembro 25, 2008
MOMENTO

Com a tua mão na minha
Caminharei sem medo
No vazio que existe em mim,
Habitá-lo-ei como se fosse uma andorinha
E terei de novo a fortaleza dum rochedo.
Com a tua mão na minha,
Serei enfim o teu olhar,
Guiar-te-ei pelos caminhos
Que tu já não queres ver,
Serei também a tua boca
Na ideia louca
De te fazer falar.
Os dois seremos tudo
E também seremos nada,
Apenas duas mãos
Arrancadas de um todo
Que tinha alma e corpo
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Maré Viva
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quinta-feira, setembro 25, 2008
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