quinta-feira, março 20, 2008
quarta-feira, março 12, 2008
REGRESSO A CASA

Voltei ao meu lugar,
Ao meu chão, ao meu lar.
É aqui que o meu pisar
Me liga à terra
E me faz sentir no ar.
Ainda há muito para fazer, até que tudo fique no seu lugar e brilhando qual espelho que possa reflectir a felicidade por estar de regresso à minha casa que eu amo.
Mas aos poucos, eu vou visitar-vos a todos e agradecer a presença e o carinho que nunca deixei de sentir, mesmo estando ausente.
Estou feliz!
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quarta-feira, março 12, 2008
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sábado, fevereiro 23, 2008
P O E S I A

Aumentámos a vida com palavras
Água a correr num fundo tão vazio.
As vidas são histórias aumentadas.
Há que ser rio.
.
Passámos tanta vez naquela estrada
Talvez a curva onde se ilude o mundo.
O amor é ser-se dono e não ter nada.
Mas pede tudo.
.
Natália Correia
O livro dos amantes VI
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sábado, fevereiro 23, 2008
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domingo, fevereiro 10, 2008
QUANTO DURA A VIDA

A vida dura
Enquanto o homem sonha
A vontade perdura
E a alma se enamora
Os ventos?
Sao o sopro que marca o rumo de uma vida....
Se e do Norte,
Sopra forte
E pode incitar a caminhada
Sem nunca olhar pra tras
E sem pensar em nada.
Se e do mar que sopra
E fresco e humido
Retempera
E deixa-nos na pele um gosto a maresia
Se vem do Sul
E calido e sereno
Como um abraco de ternura
Se e de Leste
E pesado e quente,
Perturba e entontece....
Mas na barca dos ventos
Navega a nossa vida,
Ha que ser bom marinheiro
E ter sempre a vela erguida...
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domingo, fevereiro 10, 2008
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terça-feira, fevereiro 05, 2008
A JANELA
As escuras,
Sem ter voz para falar
Nem vos poder escutar.
No peito
Um vazio crescia
Feito de palavras mudas
Tao pesadas que doiam
E me faziam chorar...
Ate que um raio de sol
Entrou por uma fresta escondida
E o agarrei, pressurosa,
Enrolei-o a minha volta,
E de luz fiquei vestida!
Rompi o escuro e corri
Ate achar esta janela...
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terça-feira, fevereiro 05, 2008
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segunda-feira, janeiro 14, 2008
quarta-feira, janeiro 02, 2008
RECOMEÇAR
São como as asas dum pássaro,Os sonhos que ela sonhou.
Voam alto sem ter medo
São sonhos de quem amou.
No seu leito 'inda desfeito
A marca leve dum corpo
Esconde um choro imperfeito
Dum tempo que já está morto.
Ficou pra trás, esquecido,
Nunca mais vai querer lembrar
Esse tempo sem sentido
Que a mágoa lhe fez passar.
Jura cumprir a promessa
Feita hoje, ao acordar,
Não mais chorar suas perdas,
E a vida recomeçar!
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quarta-feira, janeiro 02, 2008
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sexta-feira, dezembro 28, 2007
ANO NOVO
Eis que se aproxima a hora em que de novo uma porta se abrirá para que entremos, cheios de sonhos, num Novo Ano, que à partida pressupomos cheio de coisas novas, fascinantes!Entremos, então, com um sorriso aberto, um brilho no olhar e uma rosa vermelha entre os dentes, vermelha como a paixão com que sonhamos realizar cada novo projecto, viver cada novo dia, amar cada novo amor, usufruir cada novo instante...entremos com o coração cheio de esperança, com a vontade firme de sermos felizes, de limpar as lágrimas, de esquecer o menos bom, de viver o presente em plenitude, porque o passado ficou para trás e o futuro será só amanhã!
A todos vós, a quem tenho como amigos, a todos os companheiros da blogosfera, eu ergo a minha taça e brindo à saúde, à paz, ao amor, ao pão, à amizade, ao trabalho, ao entendimento entre os homens,
à V I D A !
Bom Ano de 2008.
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sexta-feira, dezembro 28, 2007
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domingo, dezembro 16, 2007
SEMPRE NATAL

É Natal em todo o mundo, o mundo em que as pessoas acreditam que se pode amar sempre um pouquinho mais, porque nesta época os corações se enchem de Amor, transbordam de emoção e têm absoluta necessidade de dividir esse amor em pedacinhos e partilhá-lho com os que estão perto e com os que estão longe, com os amigos e porque não com os que o não são, porque o perdão também faz parte desta quadra festiva.
Este meu coração está feliz e deseja a todos vós que tanto estimo:
UM SANTO E FELIZ NATAL
Deixo-vos como presente, um belo poema de David Mourão Ferreira,
NATAL E NÃO DEZEMBRO
Entremos, apressados, friorentos,
Numa gruta, no bojo de um navio,
Num presépio, num prédio, num presídio,
No prédio que amanhã for demolido...
Entremos, inseguros, mas entremos.
Entremos, e depressa, em qualquer sítio,
Porque esta noite chama-se Dezembro,
Porque sofremos, porque temos frio.
Entremos, dois a dois: somos duzentos,
Duzentos mil, doze milhões de nada.
Procuremos o rasto de uma casa,
A cave, a gruta, o sulco de uma nave...
Entremos, despojados, mas entremos.
Das mãos dadas talvez o fogo nasça,
Talvez seja Natal e não Dezembro,
Talvez universal a consoada.
Este meu coração está feliz e deseja a todos vós que tanto estimo:
UM SANTO E FELIZ NATAL
Deixo-vos como presente, um belo poema de David Mourão Ferreira,
NATAL E NÃO DEZEMBRO
Entremos, apressados, friorentos,
Numa gruta, no bojo de um navio,
Num presépio, num prédio, num presídio,
No prédio que amanhã for demolido...
Entremos, inseguros, mas entremos.
Entremos, e depressa, em qualquer sítio,
Porque esta noite chama-se Dezembro,
Porque sofremos, porque temos frio.
Entremos, dois a dois: somos duzentos,
Duzentos mil, doze milhões de nada.
Procuremos o rasto de uma casa,
A cave, a gruta, o sulco de uma nave...
Entremos, despojados, mas entremos.
Das mãos dadas talvez o fogo nasça,
Talvez seja Natal e não Dezembro,
Talvez universal a consoada.
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domingo, dezembro 16, 2007
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sábado, dezembro 08, 2007
NOVO DESAFIO

Pedindo desculpa à Isabel Filipe por só agora responder ao desafio que ela me fez, (nem sempre conseguimos gerir o tempo à medida dos nossos desejos...), aqui estou disposta a levantar um pouco mais o véu. Desde já peço desculpa se me repetir.
Consiste em listar 10 factos de que não tenhamos falado neste blog.
1) Quando me sinto triste ou meio deprimida, faz-me um bem enorme fazer umas comprinhas...
2) Detesto fazer a mala quando vou de férias, acabo sempre por levar coisas a mais.
3) Em contrapartida, adoro regressar a casa (é tão reconfortante) e desfazer a referida mala...
4) Aprecio uma boa leitura assim como boa música, nunca me sinto só na companhia delas.
5) Aprecio também uma companhia agradável para um jantar a dois ou até para uma uma
simples conversa...
6) Sou pontual e aborrecem-me as pessoas que o não são, pois considero isso uma falta de
de respeito.
7) Adoro animais, quer sejam domésticos ou selvagens, mas coloco o cão em primeio lugar,
como animal de companhia.
8) Gosto de conviver e muito mais de dançar,(este último gosto já todos conhecem, mas tinha
que dizer...)
9) Odeio pessoas cujo único tema de conversa é a fofoca.
10) E como já se sente o espírito de Natal, devo dizer que é uma época que adoro, pois aproxima
as pessoas e especialmente as famílias e nos deixa a todos de bem com a vida!
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sábado, dezembro 08, 2007
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segunda-feira, novembro 26, 2007
DA MINHA JANELA

Da minha janela, eu vejo...
Vejo o mar,
Sempre belo e poderoso
Quer seja azul, preguiçoso,
Ou cinzento e alteroso...
Vejo a praia, que ele beija
e onde espalha a branca espuma
Que a areia tanto deseja,
Ciosa como nenhuma...
Vejo os barcos ancorados,
De proa brilhando ao sol.
Guardam no bojo, assombrados,
Histórias que o mar lhes contou,
E que acrescentam ao rol...
Vejo a calçada, tão bela,
Com palmeiras enfeitada,
Alisando as pedras, contente,
Pr'acolher toda essa gente
Que nela caminha, apressada,
Ou que nela pisa, somente...
E vi também,
Deslumbrada,
Uma lua desenhada
Na noite que escurecia.
De laranja estava pintada
E subia, preguiçosa,
Cheia de graça, encantada,
Até ficar prateada,
Imensa, desavergonhada,
Que nada deixa esconder...
Da minha janela, eu vejo...
Vejo o belo acontecer...
Foto de Luis Carreira, (tirada da net)
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segunda-feira, novembro 26, 2007
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sábado, novembro 24, 2007
DIZ QUE ATÉ NÃO É UM MAU BLOG
Com tantos amigos e amigas não podia deixar de aceitar com muito prazer a distinção que me foi atribuida com este prémio. O meu obrigado ao C. Valente, espero que seja um incentivo para continuar...Eis os parâmetros inerentes á condição:
1. Este prémio deve ser atribuído aos blogs que consideras serem bons, entende-se como bom os blogs que costumas visitar regularmente e onde deixas comentários.
2. Só e somente se recebeste o prémio “Diz que até não é um mau blog”, deves escrever um post:
- Indicando a pessoa que te deu o prémio com um link para o respectivo blog;
- A tag do prémio;
- As regras;
- E a indicação de outros 7 blogs para receberem o prémio.
3. Deves exibir orgulhosamente a tag do prémio no teu blog, de preferência com um link para o post em que falas dele.
E os meus nomeados são:
kalinka
vieira calado
mixtu
cusco
a.j.faria
vénus
o profeta
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sábado, novembro 24, 2007
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sábado, novembro 17, 2007
RENASCER

De Florbela Espanca
"Charneca em flor!"
Enche o meu peito, num encanto mago,
O frémito das coisas dolorosas...
Sob as urzes queimadas nascem rosas...
Nos meus olhos as lágrimas apago...
Anseio! Asas abertas! O que trago
Em mim? Eu oiço bocas silenciosas
Murmurar-me as palavras misteriosas
Que perturbam meu ser como um afago!
E, nesta febre ansiosa que me invade,
Dispo a minha mortalha, o meu bruel,
E já não sou, Amor, Soror Saudade...
Olhos a arder em êxtases de amor,
Boca a saber a sol, a fruto, a mel:
Sou a charneca rude a abrir em flor!
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sábado, novembro 17, 2007
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terça-feira, novembro 13, 2007
UM LIVRO, UMA PÁGINA, UMA FRASE

"Tinha a certeza de que não iria precisar dele até ao fim dos seus dias."
"GABRIEL GARCIA MÁRQUEZ"
(O AMOR NOS TEMPOS DE CÓLERA)
Esta foi a minha resposta ao gentil convite de Vénus de "Storm of Emotions".
Lanço agora o desafio aos amigos(as):
Isabel Filipe de "Art & Design de Isabel F."
Vieira Clado de "poesia de vieira calado"
A.J. Faria de "palavra entre palavras"
C.Valente de "c.valente"
Mixtu de "mixtu"
As dicas estão aqui:
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terça-feira, novembro 13, 2007
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quarta-feira, novembro 07, 2007
terça-feira, outubro 30, 2007
EVASÃO

Batendo as asas que não tenho
Fujo deste nada onde me agarras
E parto para lá do infinito,
Onde se partem todas as amarras
E os sonhos jamais são interrompidos.
Inventarei cada dia um novo verso,
Feito de palavras sem sentido
Que mostrem o verso e o reverso
Dum amor que pra sempre está perdido.
E à noite,
Quando a luz branca do luar
As minhas sombras vier iluminar,
Eu gritarei baixinho
Pra ninguém escutar
Que morro de saudade de te amar.
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terça-feira, outubro 30, 2007
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terça-feira, outubro 23, 2007
OUTONO

É Outono,
Na hora do entardecer.O céu, feito de nuvens coloridas,
Tinge de púrpura as horas esquecidas
Que antecedem o anoitecer.
Caminho,
Pisando as folhas amarelas,
Castanhas e vermelhas
Que atapetam as veredas
E sonho transformar-me numa delas.
Pouco a pouco,
Sou levada pela brisa,
Solta...
Leve, tão leve
Que perco a substância
E deixo até de ser,
Ficando a existir só a paisagem,
Pintura, visão, miragem,
Pintada a pinceladas de prazer...
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terça-feira, outubro 23, 2007
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segunda-feira, outubro 15, 2007
ESTRELAS NO OLHAR

Ela caminha apressada
Pela calçada nua e molhada.
No olhar,
Uma estrela desenhada,
Que um dia tomou como sua
E jurou vir a alcançar.
Absorta,
Segue em frente,
Sem nunca desanimar.
Lá no alto,
A sua estrela
Na noite escura,
A brilhar.
Na calçada, de tão gasta,
Ela chega a tropeçar,
Mas não desiste.
Está segura
Daquela estrela alcançar.
Quando um dia , finalmente
A sua mão lhe tocar,
Toda ela será luz!
Nunca mais a noite escura,
Haverá sempre luar.
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segunda-feira, outubro 15, 2007
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quarta-feira, outubro 10, 2007
domingo, setembro 30, 2007
TODA A NOITE

Toda a noite ouvi a tua voz.
Cada vez mais perto dos ouvidos,
feita de recusas e promessas,
enigmas por dentro dos sentidos
como se fossem versos às avessas.
Toda a noite ouvi a tua voz.
Cada vez mais quente de loucura,
suspirando um desejo insatisfeito,
Inventando palavras na procura
de escrever um verso mais perfeito.
Toda a noite ouvi a tua voz.
Mas vesti-a de amor e fantasia,
dei-lhe cor, luz e movimento.
E quando de manhã nasceu o dia,
era um poema a ondular ao vento.
De Albino Santos
"A VOZ E O VERSO"
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domingo, setembro 30, 2007
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segunda-feira, setembro 17, 2007
PRIMEIRO AMOR

Percorrendo os caminhos da memória
Eu mergulho num mundo de emoções...
Revivo, passo a passo, aquela história
Que fez bater os nossos corações.
.
Não me esqueci nunca do teu rosto,
Nem do brilho que havia em teu olhar!
Do teu beijo, eu sinto ainda o gosto,
Sabia a frutos frescos e a mar...
.
Foi um tempo de amor e exaltação,
Em que o infinito era a nossa meta!
Quando partiste, eu fiquei sem chão
E com a vida p'ra sempre incompleta.
.
Os amores que de então p'ra cá vivi
Foram sempre um pálido reflexo
Desse outro, que contigo descobri
E permanece em mim, num doce amplexo...
Baby
17/09/2007
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segunda-feira, setembro 17, 2007
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domingo, setembro 09, 2007
CANETA DE OURO (1 NOMEAÇÃO)

Esta nomeação foi uma gentileza de Vieira Calado
pelo meu poema "Palavras ao Vento"
Obrigada!
.
Indico os seguintes poemas e poetas:
1. Poema "O Brilho do teu Olhar" de Cacharel
2. Poema " Curva Esculpida" de Vênus
3. Poema "Fingidor" de Vieira Calado
4. Poema "Grito" de C. Valente
5. Poema " Lua Minguante " de Isabella Benicio
.
O prémio foi idealizado por
ANDRÉ L. SOAREShttp://poemasdeandreluis.blogspot.com/
e RITA COSTA http://ritacosta-almadepoesia.blogspot.com/
Para conhecer as regras desse evento clique em: http://poemasdeandreluis.blogspot.com/2007/08/prmio-caneta-de-ouro.html#links
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domingo, setembro 09, 2007
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segunda-feira, setembro 03, 2007
PALAVRAS AO VENTO

Chegam de novo as palavras...
Esses pedaços de nós
Que oferecemos um ao outro
Sem precisarmos de voz.
São como seiva da gente,
Espessa e doce como mel.
Nunca mais volte o silêncio
Feito do amargo de fel.
Quero-as feitas de ternura,
Desenhadas com paixão
Que me levem à loucura,
Nos braços da emoção.
Depois lanço-as ao vento
Na hora da madrugada,
Partirão como um lamento,
Rubras, como a alvorada...
2007/09/03
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segunda-feira, setembro 03, 2007
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quinta-feira, agosto 23, 2007
ESPERA

Vou esperar
De pé,Não sentada,
Como quem espera
Desesperançada.
Vou esperar
Cheia de fé
E acreditar
Que no fim da minha estrada,
Há um lugar feito de paz
Onde vou erguer a minha casa.
Bem no cimo duma escarpa,
Onde possa olhar o mar.
Terá inúmeras janelas
E estarei em todas elas,
Quando à tarde te esperar.
As telhas, de vidro polido,
Deixarão passar o sol
Num jorro de luz incontido.
Nada ficará encoberto,
Nada ficará escondido.
O riso, sempre por perto.
O Amor, nunca esquecido.
E à noite, fora de portas,
Ouvindo o canto do mar,
Só nós dois, a horas mortas,
Banhados pelo luar.
E estarei em todas elas,
Quando à tarde te esperar.
As telhas, de vidro polido,
Deixarão passar o sol
Num jorro de luz incontido.
Nada ficará encoberto,
Nada ficará escondido.
O riso, sempre por perto.
O Amor, nunca esquecido.
E à noite, fora de portas,
Ouvindo o canto do mar,
Só nós dois, a horas mortas,
Banhados pelo luar.
Eu preciso te encontrar...
Baby, 23/08/2007
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quinta-feira, agosto 23, 2007
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domingo, agosto 12, 2007
SÚPLICA

Hoje Miguel Torga faria 100 anos.
Quero recordá-lo e homenageá-lo, suplicando com a poesia que ele nos deixou.
Agora que o silêncio é um mar sem ondas
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.
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domingo, agosto 12, 2007
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domingo, julho 29, 2007
É URGENTE PERMANECER

E porque é urgente, eu volto para calçar as velhas botas que vestiram todos os meus passos, enquanto caminhei pela seara verde. Deixei-as ficar para que se não apagassem de vez os vestígios dessa minha passagem e elas permaneceram, ganharam raízes e cobriram-se de musgo, vivo, verde e viçoso...
E à laia de reabertura, ofereço a todos vós e a mim também, um belo poema de
Eugénio de Andrade:
É urgente o Amor,
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras,
Ódio, solidão e crueldade
Alguns lamentos,
Muitas espadas.
É urgente inventar a alegria,
Multiplicar os beijos, as searas,
É urgente descobrir rosas e rios
E manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros
E a luz impera até doer.
É urgente o Amor,
É urgente permanecer.
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domingo, julho 29, 2007
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segunda-feira, junho 04, 2007
PASSAGEM

Deixo esta papoila singela, como símbolo da minha passagem por esta imensa seara verde, que foi para mim a blogosfera e deixo também um abraço caloroso.
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segunda-feira, junho 04, 2007
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quinta-feira, maio 24, 2007
AMOR ANTIGO

Tinha que te vir dizer
Que hoje a vida regressou!
Andei morta, sem ter mãos,
Sem ter nada p’ra fazer.
O meu rosto era um borrão,
Meus olhos não queriam ver
Agora, através da vidraça,
Vejo que tudo mudou.
A brisa afaga quem passa,
Os barcos brilham na água,
E o Sol derrete, sem pena,
A tua e a minha mágoa.
A calçada, tão polida,
Está fervilhando de cor…
Tanta gente, quanta gente!
Mas uma pessoa só
Vai devagar, não tem pressa,
O porto está ali, a uma braça…
E o túnel escuro e fundo
Por onde caminhei perdida.,
Já pertence a outro mundo!
E eu já corro, destemida,
Confiante que à chegada
Estarás…p’ra me abraçar
De encontro ao peito,
Esse peito
De granito todo feito,
Mas tão quente no tocar!
Lá dentro, arde o meu fogo,
Esse fogo
Onde me quero queimar!
Que hoje a vida regressou!
Andei morta, sem ter mãos,
Sem ter nada p’ra fazer.
O meu rosto era um borrão,
Meus olhos não queriam ver
Agora, através da vidraça,
Vejo que tudo mudou.
A brisa afaga quem passa,
Os barcos brilham na água,
E o Sol derrete, sem pena,
A tua e a minha mágoa.
A calçada, tão polida,
Está fervilhando de cor…
Tanta gente, quanta gente!
Mas uma pessoa só
Vai devagar, não tem pressa,
O porto está ali, a uma braça…
E o túnel escuro e fundo
Por onde caminhei perdida.,
Já pertence a outro mundo!
E eu já corro, destemida,
Confiante que à chegada
Estarás…p’ra me abraçar
De encontro ao peito,
Esse peito
De granito todo feito,
Mas tão quente no tocar!
Lá dentro, arde o meu fogo,
Esse fogo
Onde me quero queimar!
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quinta-feira, maio 24, 2007
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sábado, maio 12, 2007
RECADO

De António Lobo Antunes
Letrinhas de cantigas
Estou aqui como se te procurasse
A fingir que não sei aonde estás.
Queria tanto falar-te e se falasse
Dizer as coisas que não sou capaz.
.
Dizer, eu sei lá, que te perdi
Por não saber achar-te à minha beira
E na casa deserta então morri
Com a luz do teu sorriso à cabeceira.
.
Queria tanto falar-te e não consigo
Explicar o que se sofre, o que se sente
E perguntar como ao teu retrato digo
Se queres casar comigo novamente.
quarta-feira, abril 25, 2007
MERGULHAR NO MAR
Perdi alguém
Ou mesmo sem dizer
Sentir desaparecer
O que perdeu
E mergulhar no mar
Que há dentro de si
Qualquer um pode dizer
Eu amo alguém
Ou mesmo sem dizer
Sentir nascer
(como um poema)
Um outro amor
E subir à montanha
Que há dentro de si
Mas ninguém pode calar
Dentro de si
O sentir
O perder
O poema
O amor
O nascer
Descer à montanha
Mergulhar no mar
E esquecer...
(Do poema Reflexão de Albino Santos)
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sexta-feira, abril 13, 2007
quarta-feira, março 28, 2007
DE SAUDADE

De Vinicius de Morais:
CHEGA DE SAUDADE
Vai, minha tristeza
E diz a ela
Que sem ela não pode ser
Diz-lhe numa prece
Que ela regresse
Porque eu não posso mais sofrer
Chega de saudade,
A realidade é que sem ela
Não há paz, não há beleza
É só tristeza, e a melancolia
Que não sai de mim, não sai de mim
Não sai
Mas se ela voltar
Se ela voltar, que coisa linda
Que coisa louca
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos que eu darei
Na sua boca…
Dentro dos meus braços
Os abraços hão-de ser
Milhões de abraços apertado assim
Colado assim, calado assim
Abraços e beijinhos e carinhos
Sem ter fim
Que é p’ra acabar com esse negócio
De viver longe de mim
Que é p’ra acabar com esse negócio
De você viver assim
Vamos deixar desse negócio
De você viver sem mim
Vai, minha tristeza
E diz a ela
Que sem ela não pode ser
Diz-lhe numa prece
Que ela regresse
Porque eu não posso mais sofrer
Chega de saudade,
A realidade é que sem ela
Não há paz, não há beleza
É só tristeza, e a melancolia
Que não sai de mim, não sai de mim
Não sai
Mas se ela voltar
Se ela voltar, que coisa linda
Que coisa louca
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos que eu darei
Na sua boca…
Dentro dos meus braços
Os abraços hão-de ser
Milhões de abraços apertado assim
Colado assim, calado assim
Abraços e beijinhos e carinhos
Sem ter fim
Que é p’ra acabar com esse negócio
De viver longe de mim
Que é p’ra acabar com esse negócio
De você viver assim
Vamos deixar desse negócio
De você viver sem mim
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quarta-feira, março 28, 2007
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sexta-feira, março 16, 2007
PÁGINAS INVENTADAS

No meu peito há um vazio feito de nada,
Porque a nada reduzi minhas lembranças,
Naquela longa e fria madrugada.
.
Alegrias, tristezas e também os desenganos
Matizaram os meus dias e os anos
Que vivi em busca dos meus sonhos,
Esses sonhos que sonhei, tantas vezes acordada.
.
Mas nas páginas do livro que é a Vida,
Tudo se pode escrever... mesmo sendo fantasia!
Esquecer, reinventar a fé perdida,
São promessas que a mim faço
Sempre que volto a página do meu livro de poesia.
.
Baby
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sexta-feira, março 16, 2007
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quinta-feira, março 08, 2007
MULHER

De Sophia de Mello Breyner Andresen, Retrato de Mulher
Algo de cereal e de campestre
Algo de simples em sua claridade
Algo sorri em sua austeridade
Algo de simples em sua claridade
Algo sorri em sua austeridade
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quinta-feira, março 08, 2007
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terça-feira, fevereiro 27, 2007
O BAILE

Adormeço
E lembro aquela noite
Em que saí para dançar...
.
Deslizava pelo salão
Levada pelos braços do meu par
Como uma folha esvoaçando com a brisa,
Leve, leve e solta como quem não pisa
O chão,onde os pés costumam assentar.
.
Depois, foi o tango desejado...
O tango, que é tal qual a minha vida.
Intenso, sensual e tão marcado,
Uma paixão jamais interrompida!
.
E sem amarras
E sem querer parar,
Dancei, dancei, dancei...
E como sempre,
Quando danço
Esqueço quem eu sou,
De onde venho
E para onde vou!
Baby
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terça-feira, fevereiro 27, 2007
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terça-feira, fevereiro 20, 2007
ENSAIO NO FEMININO

Porque achei interessante, apeteceu-me partilhar convosco um breve trecho dum romance de Faíza Hayat, intitulado "O Evangelho segundo a serpente", e quem sabe, nós, as mulheres, tiremos dele uma pequenina lição...
.
A minha mãe era um ser livre. Uma ave à solta num alto céu de verão. Costumava dizer que os homens são como as chuvas, imprescindíveis à vida, revigorantes, mas quando chegam, e em se demorando um pouco mais, logo sentimos saudades dos dias de sol.
"Reparem", dizia, " a palavra solidão está cheia de sol!"
Gostava de citar Marguerite Duras: "Não se encontra a solidão. Somos nós que a construímos." Citava Pablo Picasso: "Nada pode ser feito sem a solidão. Eu mesmo criei para mim uma solidão da qual ninguém suspeita." Citava Tchekov: "Se tens medo da solidão então não te cases." Citava Fernando Pessoa, aliás, Bernardo Soares: "As mal casadas são todas as mulheres casadas e algumas solteiras."
Estou hoje um pouco melancólica, bem sei. Mas reparem, repara tu também, Filipa, onde quer que estejas, que assim como há sol na palavra solidão, há mel na palavra melancolia.Tanto mel. Os homens, minha querida mãe, ao menos aqueles que tenho conhecido, não cultivam a memória. Ao contrário, exercitam o esquecimento. Há vantagens nisto, sabes? Os homens sempre me pareceram muito menos rancorosos do que as mulheres. O rancor exige uma boa memória. Um homem que nunca sabe onde guardou a chave de casa, os óculos ou o telemóvel, e são quase todos, deve ter também alguma dificuldade em guardar rancores. Acho que é por isso que, de uma forma geral, os homens envelhecem menos rapidamente do que nós. O rancor provoca rugas. Tira brilho ao cabelo. Torna as unhas quebradiças. A longo prazo, mata. Se bem que a longo prazo tudo mata.
Devíamos periodicamente recorrer a uma espécie de cerimónia do olvido, como quem vai à sauna, para limpar a alma das lembranças más. O amor e o rancor são difíceis de conciliar. Guardar um e outro no coração, e esperar que resulte, é como encerrar muma mesma jaula um leão e um cordeiro, e esperar que o cordeiro submeta o leão. O pior é que depois que tudo termina os homens partem felizes e desmemoriados, e nós ficamos sozinhas com o lume amargo do nosso rancor.
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terça-feira, fevereiro 20, 2007
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solidão
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
CAMINHANDO

Caminhando no verso e no reverso
que busco entre penumbras e tristezas?
Se de todas as mais duras incertezas ´
até a mim confundo e me disperso?
.
Se cheguei até aqui, foi por te amar!
Para quê então todos os meus passos
se na hora de chegar para te abraçar
não puder ter-te nos meus braços?
.
És a parte de mim que falta e dói.
De ti distante, a outra parte sou eu.
Sou cada sorriso que de mim se foi,
sou a parte de mim que perdeu.
.
Mas nesta vã e pressentida incerteza,
o poema diz que o meu longe é aqui.
Mesmo tendo contra mim a natureza
eu sei que o meu longe está em ti...
.
De Albino Santos
Poema O MEU CAMINHO
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sexta-feira, janeiro 26, 2007
PALAVRAS SÃO COMO BEIJOS

Palavras...
São como beijos
Que afloram a minha alma.
São seiva que me alimenta,
São promessa que me acalma.
São pedaços de quem ama,
Feitas de sonhos perfeitos
Sonhadas em qualquer cama,
Por entre lençóis desfeitos.
Enlaçadas uma a uma,
Falam comigo em segredo,
São como ondas de espuma,
Onde mergulho, sem medo.
Outras há, feitas de lume
Que acendem uma fogueira.
Ardem no peito da gente,
Que grita, sem um queixume.
Palavras...
Às vezes, durmo com elas,
Atadas com nós e laços...
Acordam ainda mais belas,
Presas a mim, como abraços.
Baby
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sexta-feira, janeiro 26, 2007
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sexta-feira, janeiro 19, 2007
ENTRE AMIGOS
Hoje tinha que vir falar de Amigos, amigos que já tinha e os que aqui ganhei, amigos que são o meu suporte, a minha alegria, a minha fé no amanhã!
Para isso, não encontrei nada melhor que as palavras que aqui vos deixo:
Para isso, não encontrei nada melhor que as palavras que aqui vos deixo:
AMIGO
Mal nos conhecemos
Inauguramos a palavra amigo!
Amigo é um sorriso
De boca a boca,
Um olhar bem limpo
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece.
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!
Amigo (recordam-se, vocês aí,
escrupulosos detritos?)
Amigo é o contrário de inimigo!
Amigo é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado.
É a verdade partilhada, praticada.
Amigo é a solidão derrotada!
Amigo é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
Amigo vai ser, é já uma grande festa!
Alexandre O'Neill
Mal nos conhecemos
Inauguramos a palavra amigo!
Amigo é um sorriso
De boca a boca,
Um olhar bem limpo
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece.
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!
Amigo (recordam-se, vocês aí,
escrupulosos detritos?)
Amigo é o contrário de inimigo!
Amigo é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado.
É a verdade partilhada, praticada.
Amigo é a solidão derrotada!
Amigo é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
Amigo vai ser, é já uma grande festa!
Alexandre O'Neill
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segunda-feira, janeiro 08, 2007
domingo, dezembro 31, 2006
PASSAGEM DE ANO

A vida é uma constante passagem, de ano, de mês, de dia, hora, minuto e segundo.
Neste Ano de 2007, a que todos vamos erguer a nossa taça, saibamos viver cada momento com sabedoria, com espírito de solidariedade, com vontade de crescer, de fazer amigos e amar os que já temos.
A todos os que neste Ano de 2006 vieram até mim, com palavras de carinho e apreço, eu brindo e digo: OBRIGADA! Foram companhia, deram-me alento, ajudaram-me a crescer e a viver momentos imperdíveis.
E é com muita amizade que a todos eu desejo FELICIDADES.
Baby
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quarta-feira, dezembro 20, 2006
É TEMPO DE NATAL

Tempo de amor e reconciliação,
De alegria e esperança no olhar!
No peito transborda a emoção
E a vontade de a todos abraçar.
Que este doce encanto que a todos envolve, fique nos vossos corações por toda esta época festiva e vos proporcione uma entrada feliz no Novo Ano.
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quarta-feira, dezembro 20, 2006
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domingo, dezembro 03, 2006
DEVANEIO

Neste dia melancólico
Em que o sol se esconde em ti,
Parto em busca dos teus olhos,
Uns olhos que nunca vi.
No dia em que os encontrar,
No meio da multidão,
Saberei que é o teu olhar,
Sem qualquer hesitação.
E se neles me perder,
(Oh que doce perdição...)
Será emfim pr'a viver
Um tempo de exaltação!
E depois, ao fim do dia
Ficaremos de mão dada,
Contemplando essa luz
Que dentro de ti se escondia...
Baby
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quinta-feira, novembro 30, 2006
Não Sei se é Amor que Tens

Homenageando Fernando Pessoa, cuja morte ocorreu num dia 30 de Novembro, venho partilhar convosco um belo poema de um dos seus heterónimos.
Não sei se é amor que tens , ou amor que finges,
O que me dás. Dás-mo. Tanto me basta.
Já que o não sou por tempo,
Seja eu jovem por erro.
Pouco os deuses nos dão, e o pouco é falso.
Porém, se o dão, falso que seja, a dádiva
É verdadeira. Aceito,
Cerro olhos: é bastante.
Que mais quero?
Ricardo Reis
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quinta-feira, novembro 23, 2006
ANSEIOS

Com a alma de Florbela Espanca e através das suas palavras, eu solto os meus anseios...
Eu queria ser o Mar de altivo porte
Que ri e canta a vastidão imensa!
Eu queria ser a pedra que não pensa,
A pedra do caminho, rude e forte!
Eu queria ser o Sol, a luz intensa,
O bem do que é humilde e não tem sorte!
Eu queria ser a árvore, tosca e densa
Que ri do mundo vão e até da morte!
Mas o mar também chora de tristeza...
As árvores, também, como quem reza,
Abrem aos céus os braços, como um crente!
E o Sol altivo e forte, ao fim de um dia,
Tem lágrimas de sangue na agonia!
E as pedras... essas... pisa-as toda a gente!
De Florbela Espanca, "Desejos vãos"
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terça-feira, novembro 14, 2006
domingo, novembro 05, 2006
domingo, outubro 29, 2006
PALAVRAS FEITAS DE SONHOS
Fazes soltar as palavras
Que no meu peito germinam,
Feitas pássaros
Elas voam
Perdidas no infinito...
De noite, fazem-se luas
Que tudo à volta iluminam,
Rasgando a terra, num grito.
Baby
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terça-feira, outubro 24, 2006
HÁ INFINITOS POR DETRÁS DE CADA BEIJO

Com este belo poema, convido cada um de vós a percorrer os infinitos que se
escondem por detrás de cada beijo...
De Frog
Clandestinas Madrugadas
Quando
A noite geme
Baixinho
E vagueamos
Clandestinas madrugadas
Quando
Te encolhes
No meu peito
Silencias nos meus braços
E te fazes tão imensa
Quando
O desejo nos enlaça
E as mãos se libertam
Ansiosas
Quando
O fogo nos consome
Num ímpeto de prazer
E de calor
Há momentos de sonho
E aventura
Há rios de amor
E de ternura
Há palavras rubras
De desejo
Há infinitos por detrás
De cada beijo
Há um corpo ardente
Que se abraça
Há lábios de fogo
E de loucura
Sedentos de beber
Na mesma taça.
Quando
A noite geme
Baixinho
E vagueamos
Clandestinas madrugadas
Quando
Te encolhes
No meu peito
Silencias nos meus braços
E te fazes tão imensa
Quando
O desejo nos enlaça
E as mãos se libertam
Ansiosas
Quando
O fogo nos consome
Num ímpeto de prazer
E de calor
Há momentos de sonho
E aventura
Há rios de amor
E de ternura
Há palavras rubras
De desejo
Há infinitos por detrás
De cada beijo
Há um corpo ardente
Que se abraça
Há lábios de fogo
E de loucura
Sedentos de beber
Na mesma taça.
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terça-feira, outubro 17, 2006
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