quinta-feira, abril 16, 2009
VERMELHO ALARANJADO
Naquele fim de tarde
Os ponteiros do relógio
Faziam tique tac
Arrastando as horas
E acordando as nuvens
Que se desfaziam apressadas
E se transformavam
Em poeira rutilante
Face ao brilho
Daquele azul
Que então se abria,
Cintilante.
E o meu céu,
Que de cinza me tingira
Durante longos dias
Vestira-se também
De um lindo tom azul
Salpicado de rosa
E de um leve tom alaranjado,
Que o ocaso prometia desvendar,
De forma caprichosa.
A tarde ia morrendo
E o meu coração renascia
Porque a angústia que o oprimia
Se diluía no vermelho-alaranjado
De um Sol
Que contrariado
Se escondia...
Fotografia de Baby
terça-feira, março 24, 2009
DESEJO

domingo, março 15, 2009

sábado, março 07, 2009
SONHOS

SONHOS
É tempo de soltar os sonhos
Guardados com afeição
Nos escaninhos da alma
E naquele abrigo escondido
Escavado bem no fundo
Deste louco coração.
Haverá risos e lágrimas,
Momentos de adoração.
Um rio profundo, incontido,
A ponte construída à mão
Com pedras verdes de esperança
E sonhos em profusão.
Haverá rumor de beijos
Gestos feitos de paixão
Mãos escorrendo desejos
Ao buscar na escuridão
Teu corpo feito de lume,
Tua boca em ebulição.
Quando se soltar por fim
Aquele que ambos sonhámos
E onde morava a ternura,
As noites serão de prata
E os dias serão azuis,
Claros, de uma beleza pura.
Por cada sonho desfeito,
Outros asas ganharão
Serão levados pelo vento,
Mas um dia voltarão.
quinta-feira, fevereiro 26, 2009
PERFUME

No abrigo da noite, soubeste ser o vento na minha
foram os gestos contundentes: tudo o que vem de ti
Poema de Maria do Rosário Pedreira
quarta-feira, fevereiro 18, 2009
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.
Fases que vão e vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...
quarta-feira, fevereiro 11, 2009
QUASE NADA

foram meus passos perdidos,
mais nada,
de quando caminhei descalça
na areia pelo mar lavada
E pelo vento batida.
Não há rastos de pegadas
Nem memória de ais sofridos,
Só um silêncio encomendado
Feito de bocas cerradas
Por palavras nunca ditas.
O que ficou para trás?
Pedaços de vida e de mim,
Quase nada…
quarta-feira, fevereiro 04, 2009
UM MERGULHO NO SILÊNCIO
O SILÊNCIOPego num pedaço de silêncio. Parto-o ao meio,
e vejo saírem de dentro dele as palavras que
ficaram por dizer. Umas, meto-as num frasco
com o álcool da memória, para que se
transformem num licor de remorso; outras,
guardo-as na cabeça para as dizer, um dia,
a quem me perguntar o que significam.
Mas o silêncio de onde as palavras saíram
volta a espalhar-se sobre elas. Bebo o licor
do remorso; e tiro da cabeça as outras palavras
que lá ficaram, até o ruído desaparecer, e só
o silêncio ficar, inteiro, sem nada por dentro.
De Nuno Júdice
em A Matéria do Poema
quinta-feira, janeiro 29, 2009
INQUIETAÇÃO

quinta-feira, janeiro 22, 2009
UMA ILHA
Ilha Deitada és uma ilha E raramente
surgem ilhas no mar tão alongadas
com tão prometedoras enseadas
um só bosque no meio florescente
promontórios a pique e de repente
na luz de duas gémeas madrugadas
o fulgor das colinas acordadas
o pasmo da planície adolescente
Deitada és uma ilha Que percorro
descobrindo-lhe as zonas mais sombrias
Mas nem sabes se grito por socorro
ou se te mostro só que me inebrias
terça-feira, janeiro 13, 2009
MEMÓRIA
quarta-feira, janeiro 07, 2009
RUNAWAY
Nada sobressai tanto, nem permanece tão firmemente fixo na memória, como algo em que tenhamos falhado.sexta-feira, dezembro 26, 2008
ANO NOVO, VIDA NOVA

terça-feira, dezembro 16, 2008
TEMPO de NATAL

Quando um ramo de doze badaladas
se espalhava nos móveis e tu vinhas
solstício de mel pelas escadas
de um sentimento com nozes e com pinhas,
menino eras de lenha e crepitavas
porque do fogo o nome antigo tinhas
e em sua eternidade colocavas
o que a infância pedia às andorinhas.
Depois nas folhas secas te envolvias
de trezentos e muitos lerdos dias
e eras um sol na sombra flagelado.
O fel que por nós bebes te liberta
e no manso natal que te conserta
só tu ficaste a ti acostumado.
Natália Correia
O Dilúvio e a Pomba
Lisboa, Publicações D. Quixote, 1979
quinta-feira, dezembro 04, 2008
RECADO DE AMOR

terça-feira, novembro 25, 2008
COMO UM RIO

segunda-feira, novembro 17, 2008
UM OLHAR PELAS ILHAS DAS CARAÍBAS
Era aqui que eu queria estar, sobre um palco colorido, rodopiando ao som de uma valsa de Strauss! Sem stress, sem mil e um compromissos que me afastaram de todos vós durante longos dias.
Sei, no entanto, que me vão desculpar porque todos sabemos que nem sempre conseguimos que tudo corra à medida dos nossos desejos.
Com relativo atraso... aqui vos deixo algumas fotografias da minha viagem, cuja lembrança guardarei, não só pela beleza dos locais visitados e da excelência do navio, Adventure of the Seas, mas também e especialmente pelos companheiros de viagem que foram duma simpatia e camaradagem ímpares.
Só por isso, valeu a pena.
segunda-feira, novembro 03, 2008
DE REGRESSO... DO MAR, DAS ILHAS, DO PARAÍSO
domingo, outubro 12, 2008
FÉRIAS
segunda-feira, outubro 06, 2008
SELO PRÉMIO DARDOS
Informações sobre o Prémio Dardos
“Com o Prêmio Dardos se reconhecem os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.Quem recebe o “Prêmio Dardos” e o aceita deve seguir algumas regras:
1. - Exibir a distinta imagem;
2. - Linkar o blog pelo qual recebeu o prêmio;
3. - Escolher quinze (15) outros blogs a que entregar o Prêmio Dardos.”
Repasso por mérito e por amizade para:
quinta-feira, setembro 25, 2008
MOMENTO

Com a tua mão na minha,
Os dois seremos tudo
quarta-feira, setembro 17, 2008
OUTONO

segunda-feira, setembro 15, 2008
SOLIDARIEDADE: JUSTIÇA para FLÁVIA
terça-feira, setembro 09, 2008
DÁDIVA

Deixo-te um livro e uma canção
para saciar a alma…
Deixo-te os meus poemas
para que encontres neles o meu desejo...
Deixo-te um sorriso e um perfume
para me seduzires…
Deixo-te o brilho da lua nos teus olhos
para acenderes esta noite...
Deixo-te um beijo molhado
para emudecer o fogo...
.
Deixo-te a ternura das minhas mãos
para que te revelem...
.
Deixo-te uma taça do melhor vinho
para aplacares a sede…
.
Ao beberes pelos teus lábios
sentirás que são meus…
.
Deixei um beijo na taça
Vinho melhor, nem nos céus!...
domingo, agosto 31, 2008
CINCO SENTIDOS

Para que quero eu as mãos,
Se com elas não te sinto,
Quando em silêncio, no escuro,
Eu desenho o teu perfil.
.
Se com eles eu não vejo
A côr da tua paixão
Mesmo quando te procuro
com os outros,
Os olhos do coração.
.
Subtil e doce
Que eu lembro,
Intenso e acre, também.
Nem o vento
E me rouba as palavras sussurradas
Que a saudade constroi nas madrugadas.
Não lhe encontro nenhum gosto,
Perdi o gosto,
Também.
segunda-feira, agosto 25, 2008
FRAGILIDADES
quarta-feira, agosto 13, 2008
ESCREVER
quarta-feira, agosto 06, 2008
É A MANHÃ CHEIA...
É a manhã cheia de tempestade
no coração do verão.
.
Como lenços brancos de adeus viajam as nuvens
que o vento sacode com viageiras mãos.
.
Inumerável coração do vento
pulsando sobre o nosso silêncio apaixonado.
.
Zumbindo entre as árvores, orquestral e divino,
como uma língua cheia de guerras e de cantos.
.
Vento que leva em rápido roubo a ramaria
e desvia as flechas latentes dos pássaros.
.
Vento que a derruba em onda sem espuma
e substância sem peso, e fogos inclinados.
.
Despedaça-se e submerge o seu volume de beijos
combatido na porta do vento de verão.
Do livro Vinte Poemas de Amor
e
Uma Canção Desesperada
de PABLO NERUDA
segunda-feira, julho 28, 2008
REGISTO
terça-feira, julho 22, 2008
ESPERA

domingo, julho 06, 2008
COMO AS ÁGUAS DUM RIO

domingo, junho 22, 2008
FOI O AMOR QUE VOLTOU

domingo, junho 08, 2008
DEIXA FICAR
Deixa ficar comigo a madrugada,para que a luz do Sol me não constranja.
Numa taça de sombra estilhaçada,
deita sumo de lua e de laranja.
Arranja uma pianola, um disco, um posto,
onde eu ouça o estertor de uma gaivota...
Crepite, em derredor, o mar de Agosto...
E o outro cheiro, o teu, à minha volta!
Depois, podes partir. Só te aconselho
que acendas, para tudo ser perfeito,
à cabeceira a luz do teu joelho,
entre os lençóis o lume do teu peito...
Podes partir. De nada mais preciso
para a minha ilusão do Paraíso.
David Mourão-Ferreira

David Mourão Ferreira * Parque dos Poetas * Oeiras (Maio 2008)
terça-feira, maio 27, 2008
AINDA E SEMPRE AS "PALAVRAS"

as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio
orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?
Eugénio de Andrade
terça-feira, maio 13, 2008
COMO PÁSSAROS NO INFINITO

a natureza de rosa se matiza,
os campos desabrochan em cachos coloridos,
tornando tudo tão intenso e belo
que sinto ter valido a pena ter nascido.
que voa no infinito para sempre.
sábado, maio 03, 2008
POR ONDE ANDAM AS PALAVRAS?

terça-feira, abril 22, 2008
NÃO ME IMPORTO
MIMODa minha amiga Benó, chegou-me este desafio, que não pude deixar de aceitar!
Estou, pois, disposta a partilhar convosco algumas "coisitas" que não me importo de fazer.
E as regras são:
* Colocar o link da pessoa que nos mimou
* Colocar as regras no blog
* Partilhar 6 coisas que não nos importamos de fazer
* Mimar 6 pessoas para fazer o mesmo
*Avisar essas pessoas, deixando um comentário nos seus blogs.
E para que o jogo continue, eu eu vou mimar:
Eliane
tulipa
fernanda & poemas
gerlane
literatura
C.Valente
Aqui vos confidencio...
Não me importo de ser uma romântica assumida e de sonhar acordada até ser velhinha.
Não me importo de contemplar todos os dias "a minha baía", com os barcos reluzindo ao sol da tarde e pintando as águas quietas com franjas de luz dourada.
Não me importo de passar horas pintando as minhas porcelanas, enquanto a música me preenche todos os vazios.
Não me importo de ver chover um dia inteiro, ainda que não possa sentir o cheiro da terra molhada, que guardo da minha infância.
Não me importo de gastar o tempo que for preciso em busca de uma imagem ou de uma música,
para enfeitar as palavras que partilho convosco, aqui, no BARLAVENTO.
Não me importo de correr contra o vento, se ele soprar na direcção errada.
E agora que que cumpri o desafio, muito em segredo eu digo... importo-me um tantinho de responder a estes desafios....
sexta-feira, abril 11, 2008
NÃO DISSE NADA, AMOR

Letrinhas de Cantigas
terça-feira, abril 01, 2008
ENVERGONHADA
Estou envergonhada, sim, pela minha ausência aqui, no BARLAVENTO, e aí, nos vossos blogues, agradecendo a vossa presença e comentando os vossos posts!Os meus afazeres e consequente cansaço são tantos...que me tiram completamente a vontade e a inspiração para fazer seja o que for. Voltei para casa cedo demais e meti-me numa "camisa de onze varas", porque o que limpava e arrumava num dia, "eles" sujavam no outro dia, nestas obras intermináveis. O método é ir fazendo, não é fazer! Foi desesperante, cansativo, arrependi-me vezes sem conta de ter iniciado esta empreitada, mas era tarde para voltar atrás, tinha mesmo que seguir em frente.
Agora, penso eu, o pior está passado, embora não esteja tudo pronto, há sempre algo que veio trocado, há sempre alguém que fica dias sem aparecer, enfim, pequenos nadas que se agigantam e desgastam a nossa paciência.
Por tudo isto, espero me perdoem e não me votem ao esquecimento...como há pouco li num comentário da amiga Kalinka.
Vou voltar, inteira, só espero que a minha paz de espírito regresse, inteira, também...
Uma boa semana para todos!
quinta-feira, março 20, 2008
quarta-feira, março 12, 2008
REGRESSO A CASA

Ainda há muito para fazer, até que tudo fique no seu lugar e brilhando qual espelho que possa reflectir a felicidade por estar de regresso à minha casa que eu amo.
Mas aos poucos, eu vou visitar-vos a todos e agradecer a presença e o carinho que nunca deixei de sentir, mesmo estando ausente.
Estou feliz!
sábado, fevereiro 23, 2008
P O E S I A

domingo, fevereiro 10, 2008
QUANTO DURA A VIDA

A vida dura
Enquanto o homem sonha
A vontade perdura
E a alma se enamora
Os ventos?
Sao o sopro que marca o rumo de uma vida....
Se e do Norte,
Sopra forte
E pode incitar a caminhada
Sem nunca olhar pra tras
E sem pensar em nada.
Se e do mar que sopra
E fresco e humido
Retempera
E deixa-nos na pele um gosto a maresia
Se vem do Sul
E calido e sereno
Como um abraco de ternura
Se e de Leste
E pesado e quente,
Perturba e entontece....
Mas na barca dos ventos
Navega a nossa vida,
Ha que ser bom marinheiro
E ter sempre a vela erguida...
terça-feira, fevereiro 05, 2008
A JANELA
segunda-feira, janeiro 14, 2008
quarta-feira, janeiro 02, 2008
RECOMEÇAR
São como as asas dum pássaro,Os sonhos que ela sonhou.
Voam alto sem ter medo
São sonhos de quem amou.
No seu leito 'inda desfeito
A marca leve dum corpo
Esconde um choro imperfeito
Dum tempo que já está morto.
Ficou pra trás, esquecido,
Nunca mais vai querer lembrar
Esse tempo sem sentido
Que a mágoa lhe fez passar.
Jura cumprir a promessa
Feita hoje, ao acordar,
Não mais chorar suas perdas,
E a vida recomeçar!
sexta-feira, dezembro 28, 2007
ANO NOVO
Eis que se aproxima a hora em que de novo uma porta se abrirá para que entremos, cheios de sonhos, num Novo Ano, que à partida pressupomos cheio de coisas novas, fascinantes!domingo, dezembro 16, 2007
SEMPRE NATAL

Este meu coração está feliz e deseja a todos vós que tanto estimo:
UM SANTO E FELIZ NATAL
Deixo-vos como presente, um belo poema de David Mourão Ferreira,
NATAL E NÃO DEZEMBRO
Entremos, apressados, friorentos,
Numa gruta, no bojo de um navio,
Num presépio, num prédio, num presídio,
No prédio que amanhã for demolido...
Entremos, inseguros, mas entremos.
Entremos, e depressa, em qualquer sítio,
Porque esta noite chama-se Dezembro,
Porque sofremos, porque temos frio.
Entremos, dois a dois: somos duzentos,
Duzentos mil, doze milhões de nada.
Procuremos o rasto de uma casa,
A cave, a gruta, o sulco de uma nave...
Entremos, despojados, mas entremos.
Das mãos dadas talvez o fogo nasça,
Talvez seja Natal e não Dezembro,
Talvez universal a consoada.
sábado, dezembro 08, 2007
NOVO DESAFIO

Pedindo desculpa à Isabel Filipe por só agora responder ao desafio que ela me fez, (nem sempre conseguimos gerir o tempo à medida dos nossos desejos...), aqui estou disposta a levantar um pouco mais o véu. Desde já peço desculpa se me repetir.
Consiste em listar 10 factos de que não tenhamos falado neste blog.
2) Detesto fazer a mala quando vou de férias, acabo sempre por levar coisas a mais.
3) Em contrapartida, adoro regressar a casa (é tão reconfortante) e desfazer a referida mala...
4) Aprecio uma boa leitura assim como boa música, nunca me sinto só na companhia delas.
5) Aprecio também uma companhia agradável para um jantar a dois ou até para uma uma
simples conversa...
6) Sou pontual e aborrecem-me as pessoas que o não são, pois considero isso uma falta de
de respeito.
7) Adoro animais, quer sejam domésticos ou selvagens, mas coloco o cão em primeio lugar,
como animal de companhia.
8) Gosto de conviver e muito mais de dançar,(este último gosto já todos conhecem, mas tinha
que dizer...)
9) Odeio pessoas cujo único tema de conversa é a fofoca.
10) E como já se sente o espírito de Natal, devo dizer que é uma época que adoro, pois aproxima
as pessoas e especialmente as famílias e nos deixa a todos de bem com a vida!










