sexta-feira, maio 14, 2021

AS PALAVRAS

 


Quis escrever-te amor,

Mas ao buscar as palavras

Que no meu peito eu guardava,

Encontrei-as apagadas,

Dormindo, muito abraçadas,

num desalinho perfeito.

 

Rasguei o peito em pedaços

Para que o sol lá entrasse

E elas se alvoroçassem,

Mas continuaram inertes,

Mudas e desinteressadas

E eu perguntei o porquê!

 

Falta de amor, me disseram,

Num sussurro apagado.

Um tempo longo de espera

Sem ver a luz, sem esperança,

Entregues à solidão

Onde o desamor impera.

 

Pedi perdão e chorei

Contando-lhes as minhas mágoas.

Das primaveras perdidas,

Dos dias tristes, sem sol

E das noites sem luar,

Das saudades acendidas!

 

Por fim, fizemos as pazes

E abraçamo-nos com ternura.

Demos as mãos e fizemos

Da vida, uma iluminura!


IMAGEM DA NET.


20 comentários:

Arthur Claro disse...

Linda poesia, meus parabéns.

Arthur Claro
http://www.arthur-claro.blogspot.com

" R y k @ r d o " disse...

O meu mais efervescente elogio para tão belo e sedutor poema. Gostei muito de ler.
.
Feliz fim de semana …Abraço de amizade.
.
Pensamentos e Devaneios Poéticos
.

Cidália Ferreira disse...

Fantástico poema...Amei :))
Obrigada pela partilha!
-
Neste sossego aonde me permito esperar ...
-
Beijos e um excelente fim de semana!

chica disse...

Lindo teu poema! beijos, ótimo fds! chica

Juvenal Nunes disse...

Gostei muito do poema, em que se realça a importância das palavras.
Sem elas não haveria textos poéticos, nem poetas.
Saudações poéticas.
Juvenal Nunes

Fá menor disse...

Muito bonito!
Há que dar a volta por cima, sempre!

Beijinhos.

R's Rue disse...

Beautiful.
😀
www.rsrue.blogspot.com

saudade disse...

Vim matar a sede de tão belas palavras. Boa semana, beijo

CÉU disse...

Uau, Habemos Papa!

Olá, minha querida amiga!

Finalmente a inspiração chegou e com toda a força, direi eu. É preciso saber esperar e termos paciência para as palavras, deixá-las arrumarem-se e encaixarem-se e foi isso que tu fizeste. Muito inteligente da tua parte e da delas, também.

Então, querias escrever uma carta ao teu amado, mas as palavras estavam todas débeis, a dormir abraçadas e até pareciam desinteressadas. Ora, isto era apenas fantasia, pois algo a partir de aí iria nascer e com ímpeto.
Quanto mais desalinho, mais carinho e disso precisas tu, preciso eu e todos nós.

Perante a cena, rasgaste as tuas entranhas para deixares penetrar a luz do sol nelas e o calorzinho que dele vinha. Feliz ideia, minha amiga! Elas, talvez com medo, agitaram-se, mas continuaram ou fizeram-se desinteressadas e tu ficaste triste, portanto impunha-se uma pergunta: porquê?

Sem papas na "língua" responderam-te, de imediato, embora em voz baixa, pois já não tinham força para aguentar a falta de amor de que eram vítimas há tanto tempo.

Então, tu até tiveste pena delas e contaste-lhe tb a tua situação dolorosa e as tantas lágrimas já vertidas, as estações do ano perdidas e sem vida por que tu passaste e as imensas saudades que te queimaram o peito. Acrescentaste que nem sabes como aguentaste.

Com a tua exposição verbal e aspeto do teu rosto sentido, elas entenderam-te muito bem e tu e elas lançaram uma bandeira branca para vos ligar para sempre. Por fim, abraçaram-se e beijaram-se, mãos bem unidas e fizeram da existência algo belo, significativo e histórico. QUE BOM! O AMOR VENCE SEMPRE, MINHA AMIGA!

Beijos, abraços, sol no teu coração e muito amor sob a forma de doação total e perene.

CÉU disse...

Tenho de fazer referência à imagem que retiraste da Net. É tão bonita e cândida e vê lá tu bem que consegui encontrar entre tantas elas a palavra amor.

As letras, de facto, estão amontoadas, mas eu penso que elas estão é abraçadas, porque a "união faz a força, como sempre ouviste dizer.

Parabéns pelo conjunto do teu post!

Beijinho e saúde.

Maré Viva disse...

Querida Céu, não posso deixar em branco estes teus comentários que muito agradeço.
Devagar, devagarinho dissecaste o meu poema e deste sentido a cada verso, entrando na trama com que o urdi, como uma verdadeira alma gémea!

O meu abraço com muito carinho!

CÉU disse...

What a surprise!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Vê tu bem que ainda sei algumas palavrinhas em inglês, disciplina onde era boa aluna.

Amiguinha, não tens nada que me agradecer. Faço comentários no teu blogue sempre com muito gosto e além disso os teus poemas são muito transparentes e dão para eu os "esmiuçar". Na poesia, e não só, vejo que és um livro aberto e uma menina muito sincera, portanto palavras para que vos quero?

Na escola primária, a partir da 3ª classe, sempre fiz redações grandes e já com alguma imaginação. A professora da 4ª classe quis falar com a minha mãe, porque as minhas redações revelavam uma imaginação bem superior à minha idade e em Matemática bem o contrário.
Enfim, não sei lidar com números, pke sou mto lírica.

Nada de agradecimentos, repito, porque eu gosto muito do que escreves e sou tua amiga, como já percebeste.

Beijinhos e sonhos dourados.

© Piedade Araújo Sol disse...

Minha Amiga

por vezes as palavras são traiçoeiras e andam por aí esquecidas.
outras vezes elas brotam de nós como água pura quando cai da nascente.
e aqui está um belo poema, com algum desalento mas, temos de saber gerir o dia a dia, logo, será outro amnahecer.
tenha dias abençoados com paz e saúde.
um beijo grande
:)
http://olharemtonsdemaresia.blogspot.com/

Mário Margaride disse...

Olá, amiga!
Muito Obrigado, pela visita e gentil comentário que deixou no meu blog.

Poema belíssimo!
Onde as emoções emergem, em cada palavra escrita.
O amor é assim. Tem estas vicissitudes. Temos que ter a capacidade de as ultrapassar.

Parabéns!
Gostei muito!

Beijinhos, e ótima quinta feira!

Porventura escrevo disse...

Gostei de um poema singelo mas representativo, com significado

Jaime Portela disse...

Fazer as pazes é sempre a melhor solução...
Gostei muito do poema, é excelente e muito bem imaginado.
Bom fim de semana, querida amiga.
Abraços.

Maria Lucia (Centelha) disse...

A poesia vibra em cada palavra do teu poema. Bom de ler, e de sentir. Saio daqui com o olhar poetizado.
Beijo de luz !!

CÉU disse...

Olá, minha querida amiga!

Espero que estejas bem de saúde e feliz apesar dos pesares. Se pensarmos bem, toda a gente tem os seus problemas, pequenos ou grandes.
Eu estou bem, mas farta da máscara e da pandemia, que felizmente está, lentamente, a recuar. Hoje, feriado, dormi até tarde, mas estava mto vento por cá, portanto, não deu para grandes lidas domésticas. Estou desejando de voltar a ter empregada doméstica, mas tenho receio ainda da transmissão do vírus. Enfim, tenho de esperar.

Já vi por aqui novos comentadores, o que alegra o nosso bogue e a nós, também, indiretamente. Tens de ir tomando o pulso à situação e visitá-los de vez em quando, independentemente do tempo que os nossos posts estejam nos nossos blogues. Habituamo-nos a dar mais do que receber.

No meu blogue, já há novidades e venho convidar-te para leres o que escrevi e dizeres de tua justiça.

Espero que o teu feriado tenha sido bom e que tenhas um fim de semana à tua maneira.

Beijinhos e desejos de dias felizes.

SILO LÍRICO - Poemas, Contos, Crônicas e outros textos literários. disse...

Se quiseste escrever
Sobre amor, ficou perfeito,
Por ter, por amor, o jeito
Que o amor tem, em teu ser,
Cuja alma faz nascer
De tuas mãos, poesia
Posta ao papel que irradia
Às nossas almas teus verso
Lindos, do mesmo universo
De onde Deus alumia!

Parabéns! Receba meu abraço fraterno. Laerte.

Vanessa Casais disse...

As palavras têm o poder de apaziguar e de ferir.

Nada como fazer as pazes no final.

Bom fim-de-semana,
Vanessa Casais
https://primeirolimao.blogspot.com/

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