terça-feira, janeiro 19, 2010

CANÇÃO



Canção

Tu eras neve.
Branca neve acariciada.
Lágrima e jasmim
no limiar da madrugada.
Tu eras água.
Água do mar se te beijava.
Alta torre, alma, navio,
adeus que não começa nem acaba.

Eras o fruto
nos meus dedos a tremer.
Podíamos cantar
ou voar, podíamos morrer.

Mas do nome
que maio decorou,
nem a cor
nem o gosto me ficou.
Eugénio de Andrade
Foto encontrada na net

13 comentários:

Dois Rios disse...

Ah, Baby, só mesmo Eugénio de Andrade para transformar uma dor de amor em beleza. Lindo demais!

Beijos,
Inês

FOTOS-SUSY disse...

OLA BABY, BELISSIMO POEMA...UMA LINDA ESCOLHA...ADOREI...QUE TENHAS UMA EXCELENTE SEMANA!!!
BEIJOS DE AMIZADE,


SUSY

CA disse...

A tua colectânea de poemas é excelente.
Como excelnte é a selecção de melodias e imagens.

Percebe-se que Eugénio de Andrade é o teu poeta preferido e compreende-se porquê!

Uma mulher romãntica busca sonhos e dá asas à esperança.

Eu, só me atrevia a alterar um pouco a letra da melodia e gostaria de pedir uma voz feminina que cantasse:

"O homem que eu amo
...
...
e me ama também"
...
"e com ele acredito na felicidade!!!"

Obrigado por mais este momento mágico

Chris disse...

A poesia do Eugénio de Andrade não tem tempo, é sempre um prazer voltar a reler a sua poesia.
Um beijo
Chris

tulipa disse...

OLÁ AMIGA

Acabei de me encontrar contigo num outro blog...
vim logo ter contigo e dizer-te que neste momento está patente ao público uma exposição minha, foi inaugurada ontem, na Biblioteca da Moita. Foi um sucesso.
Se quiseres ver algumas imagens podes ir a este blog:
http://omeusofaamarelo.blogspot.com/

É um Amigo dos blogues que foi lá fotografar...Gostaria que pudesses ver, acho que ias gostar.

A exposição estará aberta ao público de 3ª feira a sábado; fecha aos domingos e segunda-feira.
Encerrará no sábado - dia 30 de Janeiro pelas 18h 30m.
Já me comprometi com algumas pessoas amigas para lá estar este sábado - dia 23, das 15h em diante, para fazer uma visita guiada aos amigos que decidirem ocupar o sábado de tarde de forma a "espreitar" os hábitos e costumes da Índia.

À 4ª feira a Biblioteca fecha pelas 20h, nos outros dias às 18h 30m, eu trabalho em Lisboa e só chego à Moita pelas 19h 15m, daí que poderei lá ir na outra 4ª feira e esperar pelos Amigos.

Se quiseres cá vir ficarei muito feliz e grata.
Peço-te que deixes o teu parecer num "Livro de visitas" que lá está em cima de uma mesa.

Beijos meus.

Ana disse...

Lembrar a poesia de Eugénio de Andrade é acariciar a neve , beijar a àgua do mar, saborear os frutos, cantar ou voar.

Belíssimo poema a aguçar a vontade de reler mais.
Um beijo, Baby.

Anónimo disse...

Olá Querida Amiga!
Bonito poema!
As palavras que compõem os versos são muito profundas. Assim, o poema no seu conjunto fala-nos de tanta coisa que podem apenas ser efémeros desejos. Penso que seja esta a ideia do poema, mas quem sou eu?
Beijinhos
Noribal

Secreta disse...

Fica sempre algo.
Belo poema :)

Vieira Calado disse...

Este homem tinha uma sensibilidade quase feminina.

***

Temos de combinar nos encontrarmos...

assim que o tempo esteja melhor.

Vale?

Beijinho

C Valente disse...

Muito bonito
Saudações amigas

Nilson Barcelli disse...

Parabéns pelo bom gosto da escolha, querida amiga. Do poeta e do poema.
"Eras o fruto
nos meus dedos a tremer."
Um beijo.

Pepe Luigi disse...

Esta minha longa ausência não impede, ainda que tardiamente, de desejar votos de muitas felicidades, venturas e muito amor para este ano de 2010.
Um beijinho do
Pepe

mixtu disse...

tu és cor...

tu és aroma...

tu és ovelha...

tu és lã...

és pasto

és serra...

és mulher*
*mixtu
jaja

abrazo serrano

Rosas

Rosas
Especialmente para ti, amigo visitante

Arquivo do blogue