sábado, outubro 04, 2014

DEPOIS DO SILÊNCIO


Um silêncio pesado
deixa-me fatigada,
frágil,
desligada.
Mas a tua lembrança
Chega como um rumor,
Faz-se zumbido
Até que um grito irrompe
E rasga a quietude
Da minha boca amordaçada.

E as palavras nascem
A medo e soletradas.
Fazem-se muitas
E tornam-se alinhadas.
Escrevem o teu nome,
Ganham ritmo e asas
e partem com o vento,
soltas e apressadas,
como um bando de pássaros
em busca de alimento.

Imagem colhida na net

21 comentários:

ॐ Shirley ॐ disse...

Um bando de pássaros em busca do amor...
Belíssimo Maré Viva.
Beijos!

Nilson Barcelli disse...

O silêncio pesado em que estiveste mergulhada, isto é, o tempo em que nada publicaste, parece que te fez bem, pois "não perdeste a mão" para a poesia.
O teu poema é mesmo muito bom, gostei imenso.
Boa semana, querida amiga Maré Viva.
Beijo.

São disse...

Depois do silêncio, um excelente poema!!

Bom regresso e abraço grande :)

helia disse...

Uma Poema lindíssimo ! Gostei muito .

helia disse...

Uma Poema lindíssimo ! Gostei muito .

Manuel Luis disse...

Também só podes ser feliz nessa busca, pois vives bem alinhada. Obrigado por te lembrares de mim.
Bj

DE-PROPOSITO disse...

e partem com o vento,
---------+
Certamente que vão desabafar.
---
Felicidades
MANUEL

Rose Sousa disse...

Uma poesia que deixa o coração leve e silencioso, as batidas ritmadas juntamente com cada palavra... Simplesmente magnífico!Lindo fim de semana!
http://rose-sousacoracaodefera.blogspot.com.br/

© Piedade Araújo Sol disse...

por vezes o silêncio é necessário.
belo poema.
bem voltada!
bom fim de semana.
beijo

:)

Vanuza Pantaleão disse...

Querida, ainda bem que o silêncio se rompeu e a tua poesia ecoou pelos quatro cantos da terra.
Lindo!
Mil beijos!

Mar Arável disse...

Bom regresso

Fá menor disse...

As palavras estão aí
para quebrar o silêncios.
Há que fazê-las dançar na boca, para que voe a alma.

Bjins

rosa-branca disse...

Maravilhoso poema que adorei.

Ás vezes o silêncio é preciso
Ás vezes a alma nos maltrata
Se sofrermos em silêncio é aviso
Que a saudade caladinha não nos mata.

Um abraço com carinho

Nilson Barcelli disse...

Tens a casa cheia de gente. Porque acreditam em ti e na tua poesia. Vai em frente...
Tem um bom fim de semana, querida amiga.
Beijo.

Anne Lieri disse...

Poema encantador, intenso e que nos emociona! Gostei demais da leitura! bjs,

A Casa Madeira disse...

Amo um silêncio antes e depois dele.
Belo poema.
Janicce.

José María Souza Costa disse...


Olá. Maré Viva.

Passei lendo. entendi que deveria seguir por aqui. Convido-te, a visitar o meu blog. Muito simples, quase simplório. Mas, havendo tempo, visite-me, não há nenhuma obrigação de seguir por lá, mas se possível, deixe um comentário pelo menos. Para vós, é muito pouco, a nós do blogue, é uma satisfação ter-lhe ali.
Um abraço

Lídia Borges disse...


Palavras que voam... Vozes que se alteiam sobre a nudez do silêncio.

Um beijo

Fernando Santos (Chana) disse...

Excelente poema....
Cumprimentos

Manuel Luis disse...

Como se estivéssemos dentro da floresta com os gritos a estimular os sentidos.

Anónimo disse...

Os caminhos do silêncio.
Também se faz poesia a chorar

Com o seu silêncio, hoje aprendi que ouvir é bem melhor que falar;
Com o seu silêncio aprendi a ouvir os sons interiores da alma, a calar discussões e a poupar desafectos
Com o seu silêncio aprendi a respeitar a opinião dos outros por mais contrária que seja da minha;
Com o seu silêncio aprendi a aceitar alguns factos, a ser humilde e deixar o orgulho gritar lá fora;
Com o seu silêncio aprendi que a solidão não é o pior castigo, existem companhias bem piores.
Com o seu silêncio aprendi que tudo tem um ciclo, como as marés vivas que insistem em ir e voltar...
Com o seu silêncio aprendi que mesmo os pássaros, que migram à procura de alimento, voltam sempre ao mesmo lugar;

Por isso me calo e me silencio, para poder ouvir o seu interior que quer falar, desejando-lhe um dia feliz e confirmar que vc é mesmo uma pessoa muito especial.
Saber ficar em silêncio não é fácil, não; a mais da vezes faz correr lágrimas bem sofridas.
E mesmo não sendo amigo do silêncio me calo para deixar correr lágrimas bem sofridas, ler a sua poesia e ouvir esta melodia

http://youtu.be/cX2RWaHLvq4

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