quinta-feira, fevereiro 25, 2016

QUANDO SAIS A MINHA PORTA

Quando sais a minha porta
Nunca olhas para trás,
P'ra me dizeres, num olhar,
O motivo por que vais
E eu fico só, sem chorar,
Sentindo a casa vazia
E o som da porta a fechar.

E a dor entrou, sorrateira,
Sem permissão nem pudor,
Dia a dia, devagar,
Até não mais encontrar
Espaço p'ra se esconder.
Eu deixei que se espalhasse
Pelos cantos todos da casa
E do meu corpo, também,
Até que ela, confiante,
No meu peito adormeceu.
                   Num rebate de coragem
Com as próprias mãos a agarrei
E num abraço sufocante

Amorosamente a matei.

Imagem recolhida na net,

26 comentários:

Benó disse...

É preciso matar todas as dores que nos fazem sofrer.
Um abraço de amizade.

A Casa Madeira disse...

Olá Maré, independentemente do caminho trilhado a dor é
algo que judia mesmo... precisamos vivencia-la para depois
enterrar.
Cada um sente de uma maneira; mas chega a hora de Juntar os cacos e seguir adiante é algo necessário não tem jeito.
Gosto quando Mário Quintana diz que: Devemos buscar na fé uma inspiração maior; e ver nas pequenas coisas um grande motivo para ser feliz.
E o que aconteceu com a sua bandeja de cactos mesmo? kkk só para descontrair...
Um passo de cada vez...
Abraços
janicce.

Manuel Luis disse...

Como é que a dor conseguiu atravessar essa porta? Quem me dera ser dor!
Bjs

Eduardo Menezes disse...

Que mais se pode pedir para além de morrer amorosamente nesse abraço.
Lindo e terno poema.
Sofrido?
Penso que sim.
Saboreado?
Poeticamente, sem dúvida.
Esperançoso?
Não tenho dúvida.

Manuel Luis disse...

Antes que eu me esqueça, por baixo da tua mensagem lá no meu blogue está a minha prima que também estudou no liceu (Crocheteandomomentos. Estudei na escola industrial. Vivi naquele cidade 22 anos. Temos que combinar um almoço para recordarmos. A vida é feita destas surpresas agradáveis. Volta sempre.
Bjs

Crocheteando...momentos! disse...

Maré obrigada pela visita!
O meu primo já me apresentou e tenho muito gosto em retribuir a visita!
A poesia proporciona sempre uma leitura excelente e por vezes a possibilidade de refletir!
Gostei do momento...bj

© Piedade Araújo Sol disse...

uma grande coragem para matar a dor "amorosamente".
um poema de desalento e finitude.
a foto escolhida é belíssima e está muito bem a acompanhar o teu poema.
um bom fim de semana.
beijinho
:)

Fá menor disse...

Temos de saber matar as dores.
Beijinhos

Blog da Gigi disse...

Lindo domingo!!!!!!!!!! Beijos

Manuel Luis disse...

Como dizia no anterior comentário: "queria ser dor" mas daquelas que nos levam à paixão derrubando todas as malignas.
Bj

Jaime Portela disse...

Há dores que é preciso ter coragem para as matar...
Um excelente poema, gostei.
E também gostei que tivesses quebrado o silêncio. Continua...
Bom resto de semana, querida amiga Maré.
Beijo.

Carmem Grinheiro disse...

Olá, Maré.
Belo poema: enraivecido, como deve ser a luta contra a dor.
Falta-me mãos suficientemente fortes para acabar com as minhas, porque coragem não. Pudesse eu e esmagava-as ;)

bj amg

Existe Sempre Um Lugar disse...

Bom dia, ultrapassar obstáculos que nos deparam inesperadamente é necessário coragem, o tempo não para, nada se pode fazer para impedir que novas coisas boas e obstáculos possam repentinamente surgir do inesperado.
AG

mixtu disse...

não voltarei a sair da porta
e se tiver de o fazer... voltarei breve...
e levo chaves...

jajajaja

José María Souza Costa disse...

Olá,
Estou aqui, para te desejar um Tempo de Quaresma: agradável.
Paz e Alegrias.
Feliz Páscoa.

A Casa Madeira disse...

Matando as dores continuamos... a andar...
Boa continuação de semana.

Vieira Calado disse...

Olá, como tem passado?
Espero que esteja tudo bem!
Sabe, tem havido uns encontros de poesia da Esc Sec Gil Eanes.
Tem sido interessante. O próximo é numa quarta.feira, às 4 da tarde, creio que dia 20.
Se puder aparecer...
Lê-se poesia própria e de outros e fala.se de artes.

Ah, ah chá e bolos... rs rs rs

Beijinhos!

Manuel Luis disse...

Já tenho novidades para ti. Um lugar para visitares no Outono ou no verão, quando te apetecer.
Bjs

A Casa Madeira disse...

Passei para dar um ola!

Vieira Calado disse...

Bem... penso que na próxima, faça uma mostra dos seus excelentes trabalhos que tive o prazer de ver em Portimão.
Os seus leitores também vão decerto apreciar!

Beijinhos!

Manuel Luis disse...

Gostaria de ver aqui a exposição. Divulga a tua habilidade na pintura, mereces e os teus seguidores certamente que saberão apreciar.
Bjs

C Valente disse...

tna vida tantas portas se fecham, tantas ou tão poucas portas se abrem
Saudações amigas

C Valente disse...

Passei, e deixo as saudações amigas

Reflexos Espelhando Espalhando Amig disse...

Ola!
Poesia é essa mágica
que transforma dor
e sentimentos e palavras
e versos.
Encantada espero
sua vista lá no
Espelhando.
Bjins
CatiahoAlc.

Manuel Luis disse...

Por onde andas? Com tanta poesia e histórias à tua volta, é hora de apareceres.
Estamos empatados nalguns pontos.
Bjs

A Casa Madeira disse...

Oi Maré? a ultima vez que nos visitamos estavas as
voltas com uma exposição de porcelana...
Bom começo de setembro.
janicce.

Rosas

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