segunda-feira, maio 17, 2010

A MINHA RUA

Mudei o nome à minha rua
que antes de bulício se enfeitava
e hoje me aparece sempre nua,
despida de alegria,
indiferente às vozes de quem passa
e à luz que a acaricia,
quando a lua se mostra,
branca e fria.

Com o nome,
foi também o perfume que ela tinha
e a graça que exibia,
essa rua que é a minha,
quando o sol
por lá entrava.

Chamei-a de rua triste,
porque os passos que a alegravam
e a faziam tão festiva,
já não soam na calçada
e há um silêncio que persiste
nas pedras inexpressivas.


13 comentários:

João Videira Santos disse...

Gostei da descrição da sua rua. Todas as ruas têm alma e esta pertence a quem nela mora.

Valquíria Calado disse...

Olá amiga, parece-me que tu e aquele teu amigo moram na mesma rua, sentem as mesmas coisas, tem pela rua os atrativo.
eu morro numa rua com verde, luzes, e passaros, que sobrevoam minha cabeça, nos seus cantos me diz que a vida ainda jorra em minhas veias, que o ar que respiro me é presente de Deus, impossivel na ir adiante e enxergar as belezas de minha volta, os sorrisos de criança que alegra meu quintal, e pensar que tanto quiz trocar tudo isso por uma rua igual a de vcs... por um amor que nunca me deu valor... sou feliz de certa forma, pela simplicidade e pureza de corações que me cercam, pela honestidade, verdade e amor que tenho por cá, onde me consolo, e conformo por saber que Deus sempre estará a cuidar de mim, tenho valores altissimos... talvez algumas moedas não paguem... como sempre beijos no coração, com minha pureza de alma.

Fa menor disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fa menor disse...

Que os passos lá voltem a soar para que de novo a possas chamar de rua ALEGRE!

Beijinhos

Secreta disse...

Acredito que, ainda existe a possibilidade de fazeres dessa rua, a rua que tanto te agradava... alegre.
Beijito.

Cadinho RoCo disse...

Na rua triste eis que surge silenciosa lágrima a deixar rastro transparente.
Cadinho RoCo

Anónimo disse...

Olá Querida Amiga!
Bonito poema sobre a saudade. Mas tal como o Sol, tudo tem tem ciclos. Assim, se vai passando do belo para o negro da noite. E é nesse momento que sentimos o desejo e a saudade da felicidade que vivemos.

No fundo há um desejo de regressar a um tempo que passou na vida.

Um beijinho
Noribal

Nilson Barcelli disse...

É a tua rua da amargura, pelos vistos... mas cada um de nós tem uma rua dessas... mas também tem ruas da alegria... para compensar...
Gostei da foto e principalmente do teu poema.
Querida amiga, bom resto de semana.
Beijo.

Nilson Barcelli disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Dois Rios disse...

Lindo, querida Baby!

A tristeza da rua reflete a dor da ausência que o peito carrega.

Beijo,
Inês

Luiz Caio disse...

Oi Baby!

Que lindo poema!
Mas, sinto que a rua que era alegre não ficou triste... Triste ficou a pessoa que nela vivia!

TENHA UM LINDO DIA!

Beijos

tulipa disse...

AMIGA
HOJE decidi escrever sobre "flirt" e convido-te a responderes à pergunta que faço, pode ser?

Sobre "A minha rua" há que tempos que penso fazer um post sobre ela, mas tu adiantaste-te, um dia farei e logo verás.
Mas, não é bem tristeza o viver na minha rua, é mais um "deixa lá...uma indiferença", percebes?

Mas, afinal, o que queremos com o flirt? Jogar apenas, sem consequências? Alimentar a nossa auto-estima? As teorias dividem-se.
É assim com os animais, é assim connosco. É uma coisa física.”
Vou deixar uma pergunta no ar:
O que é para si o flirt?

Beijinhos meus.

Anónimo disse...

Uma boa

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